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SÃO PAULO – A rodada de reajuste do preço do minério de ferro de 2009 promete disputa acirrada entre mineradoras e siderúrgicas. Com cortes produtivos e sinais seguidos de desaquecimento do mercado de aço, a perspectiva dos analistas foi diversas vezes revisada para baixo. A Vale (VALE5, VALE3) mostra confiança em seus últimos discursos. Reconhece que o cenário desfavorece, mas traça sua estratégia para minimizar um eventual corte nos preços.
Inicialmente, a mineradora brasileira adotou a tática da pressão sobre os clientes. Utilizando o preço mais elevado conseguido pelas rivais Rio Tinto e BHP Billiton junto a seus clientes como argumento, tentou um reajuste extra de 12% nos contratos. Os chineses negaram no momento, mas a pressão para 2009 ficou. Agora, a estratégia da Vale é de adaptação; já anunciou cortes na produção e pode utilizar de outra tática: a do adiamento das negociações.
Sem condições
De acordo com a agência Reuters, o presidente da empresa, Roger Agnelli, afirmou nesta quinta-feira (6), em evento no Rio de Janeiro, que ainda não há uma projeção para o início da rodada de negociações. “Ninguém tem condições hoje de negociar nada”.
Diante de tamanha incerteza quanto aos rumos do mercado no próximo ano, prefere esperar para ver. Na semana anterior, Agnelli confirmou ao mercado a desistência do reajuste extra. Anunciou também cortes produtivos que chegam a relacionar 10% de sua produção de minério de ferro.
É esperar para ver
Esperar pode ser a mesmo uma boa estratégia. Em relatório no começo da semana, os analistas do banco suíço Credit Suisse afirmaram que as negociações não têm necessariamente de ser encerradas antes da metade de 2009.
Um dia depois da declaração do Credit Suisse, veio o argumento até o momento mais pesado em favor de um corte nos preços. A ArcelorMittal, maior siderúrgica do mundo, anunciou redução drástica de até 30% em sua produção.
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Assim como a rodada de reajustes de 2008 foi marcada pelo árduo debate, a de 2009 já começa com a promessa de disputado embate entre siderúrgicas e mineradoras; ou tende a começar. “É crença geral que em algum momento do segundo trimestre de 2009, a demanda por minério de ferro deve subir”, destaca o também suíço UBS. A Vale deve esperar para ver.