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SÃO PAULO – Os analistas do banco Morgan Stanley elevaram a recomendação para os ADRs (American Depositary Receipt) da Vale (VALE5) de “em linha com o mercado” para “acima do mercado”, além de terem elevado o preço-alvo estimado.
A equipe do banco norte-americano elevou de US$ 20,00 para US$ 27,00 o preço-alvo dos ativos da mineradora, o que sugere um potencial de valorização de 30% frente ao último fechamento em Nova York.
Na visão dos analistas, os investidores estão muito preocupados com a demanda chinesa, se esquecendo dos outros mercados da mineradora, como o brasileiro e europeu, que podem absorver boa parte da matéria-prima ofertada pela Vale.
Além disso, o banco, com base no desempenho inferior dos papéis em relação aos pares nacionais e frente ao próprio Ibovespa em termos dolarizados, recomenda aos investidores comprarem os papéis da Vale a fim de antecipar a retomada do mercado de aço nos próximos trimestres.
Não perca o foco!
Quando se fala de Vale, logo vem à cabeça dos investidores o mercado chinês. Apesar da relevância no resultado da mineradora, o banco lembra que a Europa e o Brasil também estão se recuperando da crise, potenciais mercados consumidores dos produtos da mineradora.
Entre os fundamentos que balizam a análise, inclui-se a retomada da economia chinesa e mundial em 2010, mas o ponto crucial diz respeito ao prêmio que a Vale vem absorvendo sobre os contratos de minério de ferro chineses.
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Segundo a equipe, o preço do minério de ferro spot está 10% superior ao contrato firmado pela Vale no passado, ao passo que a tendência é de valorização para 2010, ou seja, maiores preços na venda do minério para o principal mercado da mineradora.
Além do desempenho no mercado de ferro, a equipe também pede atenção para a performance da mineradora no ramo dos não-ferrosos, como o níquel, que deve manter sua tendência de alta nos próximos meses e trazer amplos benefícios ao resultado da empresa.