Vale, MMX, CSN e Usiminas desabam; CCR sobe após resultado

Ainda entre os destaques, Credit Suisse e Morgan Stanley recomendam compra da Linx; Bradesco vê potencial de alta de quase 20% das ações da Fibria

Minério de ferro (Crédito: Shutterstock)
Minério de ferro (Crédito: Shutterstock)

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SÃO PAULO – O começo de tarde está sendo de fortes perdas para o Ibovespa. Às 13h31 (horário de Brasília), o índice registrava baixa de 1,15%, a 56.318 pontos.

Puxa esse movimento negativo da bolsa a Vale (VALE3; VALE5), cujas ações ordinárias caem 3,71%, a R$ 33,76, e as preferenciais recuam 3,47%, a R$ 32,53, que figura numa das piores posições do índice, no mesmo sentido que as grandes mineradoras ao redor do mundo.

No mesmo horário, os ativos da Bradespar (BRAP4), que possui uma participação na Vale, tinham baixa de 3,43%, a R$ 25,87. As siderúrgicas também registravam fortes quedas, sendo destaque para a CSN (CSNA3, R$ 9,51, -4,04%) e Usiminas (USIM3, R$ 10,95, -1,35%; USIM5, R$ 10,20, -2,76%). 

Além do cenário externo bastante negativo com a crise da zona do euro voltando à tona, contribui para a forte queda dos papéis da mineradora as declarações de Greg Lilleymann, presidente das operações da Rio Tinto na Austrália, que vê preços mais fracos do minério de ferro na segunda metade do ano. “Essa soma de fatores leva à forte queda das ações, tanto das mineradoras quanto das siderúrgicas”, avalia o analista da Geral Investimentos, Carlos Müller.

MMX atinge queda de 6% após resultado
A MMX Mineração (MMXM3), do Grupo EBX, do empresário Eike Batista, também registra forte perda nesta sessão, mas impactada principalmente pelo resultado ruim no quarto trimestre. Os papéis da companhia registram perdas de 4,08%, a R$ 3,06, mas chegaram a desvalorização de 6,58%, a R$ 2,98. 

O resultado da companhia veio pior do que o esperado pelo mercado, com prejuízo líquido atribuído aos acionistas controladores aumentando em 4.016% de 2011 para 2012, atingindo R$ 792,4 milhões. Analisando o prejuízo líquido de todo o exercício, o aumento das perdas é ainda maior: alta de 36.892%, passando de R$ 2,151 milhões para R$ 795,703 milhões.

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Em relatório, os analistas Jonathan Brandt e Miguel Falcão, do HSBC, apontaram que a companhia foi afetada pela contínua rotatividade da administração, alta alavancagem e uma oferta de direitos no valor de R$ 1,2 bilhão. Contudo, eles acreditam que a entrega do Superporto Sudeste no final deste ano ou início de 2014 vai ajudar a MMX a registrar resultados operacionais mais favoráveis daqui para a frente.

Prejuízo da Renova cresce 55,3% no 4° tri
Ainda entre as empresas que divulgaram seus resultados entre a noite de ontem e hoje de manhã, a
 Renova Energia (RNEW11) registrou receita operacional líquida de R$ 40,644 milhões, crescimento de 328,3% na comparação com o quarto trimestre de 2011, enquanto o prejuízo líquido cresceu 55,3%, indo de R$ 11,827 milhões para R$ 18,373 milhões. Os papéis da companhia sobem 0,46%, sendo cotados a R$ 32,47. 

Segundo a equipe de análise da XP Investimentos, o resultado mostra que 2012 foi sem dúvida o ano mais relevante da empresa até agora. A entrega do Alto Sertão I, dentro do orçamento previsto, confirmam a capacidade de execução com eficiência operacional e disciplina financeira. 

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Lucro da CCR cresce 18% 
Ainda na temporada de balanços, a CCR (CCRO3), companhia especializada com concessões de infraestrutura, registrou um lucro líquido de R$ 347,5 milhões no quarto trimestre de 2012, crescimento de 18% na comparação com o mesmo período de 2011. As ações da companhia sobem 1,55%, sendo cotadas a R$ 19,60, mas atingiram alta de 2,18%, a R$ 19,72. 

Entre os meses de outubro e dezembro, a receita líquida subiu 15,2% em relação a um ano antes, para R$ 1,41 bilhão. A melhora deve-se principalmente à evolução do tráfego nas rodovias administradas pela CCR. No período, houve crescimento de 3,1% em comparação ao mesmo trimestre de 2011. 

A analista Renata Faber, do Itaú BBA, aponta que os resultados foram sólidos e acima do esperado – o que levou a manter a recomendação outperform (desempenho acima da média) dos papeís, com preço justo para 2013 de R$ 22 – potencial de alta de %.

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Cremer encerra trimestre com prejuízo de R$ 31,5 mi
Por fim, a Cremer encerrou o quarto trimestre de 2012 com prejuízo de R$ 31,5 milhões, contra lucro de R$ 4,8 milhões no mesmo trimestre de 2011. O resultado deve-se principalmente a baixas contábeis de R$ 70,3 milhões referente à reavaliação de ativos fixos e intangíveis e nos estoques. Os papéis da companhia caem 1,50%, a R$ 13,80, neste pregão. 

A receita líquida subiu 5,8% no período, indo para R$ 135,6 milhões, enquanto o Ebitda (Lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ficou no negativo em R$ 84,5 milhões.

Segundo os analistas João Carlos Santos e Pedro Montenegro, do BTG Pactual, a receita líquida da companhia esbarrou em suas estimativas, mas o aumento de custos arrastou o Ebitda ajustado para 10% abaixo de suas projeções. 

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Lucro da São Carlos cresce 5%
A São Carlos (SCAR3) registrou no quarto trimestre de 2012 receita líquida de R$ 66,1 milhões, crescimento de 11,3% na comparação com o mesmo período de 2011, enquanto o lucro líquido passou de R$ 21,8 milhões para R$ 22,9 milhões, avanço de 5%. As ações da empresa caem 0,87%, a R$ 45,59.

Para a equipe de análise da XP Investimentos, a empresa continua a mostrar resultados saudáveis, acima das expectativas do mercado. Durante o trimestre, o valor do portfólio da empresa aumentou 23%, para chegar a R$ 3,7 milhões, enquanto a receita bruta de aluguel aumentou 11,2% durante o mesmo período – refletindo a tendência atual dos imóveis no Brasil, visto que os preços de aluguel não aumentaram tão rapidamente como o valor imobiliário, disse. 

Credit e Morgan recomendam comprar Linx
Os bancos internacionais Credit Suisse e Morgan Stanley iniciaram cobertura da Linx (LINX3), empresa que estreiou na bolsa em fevereiro, com recomendação de compra. 

O Credit Suisse indica preço-alvo de R$ 37 por ação para os próximos 12 meses, o que implica num potencial de valorização de 15,63% em relação ao fechamento anterior; Goldman Sachs aponta target de R$ 36, dando possibilidade de alta de 12,50%. 

Bradesco recomenda manter Fibria
O Bradesco retoma recomendação para as ações da Fibria (FIBR3) em manutenção, com preço-alvo de R$ 26, o que implica num potencial de valorização de 19,10% em relação ao último fechamento. 

A classificação do banco está baseada num novo ciclo de investimentos, que iniciará em 2015, e será suportado por uma combinação de fatores favoráveis no mercado e um nível maior de administração do endividamento.

LLX obtém licença prévia para instalar terminal de GNL 
A LLX Logística (LLXL3), empresa do Grupo EBX, de Eike Batista, comunicou nesta manhã que o Inea (Instituto Estadual do Ambiente) concedeu licença prévia para instalação para a LLX Açu Operações Portuárias construir um terminal de GNL (Gás Natural Liquefeito) no Superporto do Açu.

O terminal de GNL estará localizado no TX2 entre o lado norte do quebramar e a entrada do canal. Com capacidade para 10 milhões de metros cúbicos por dia o terminal de GNL contará com uma unidade regaseificadora e poderá atender a unidade termoelétrica da MPX que será construída no Superporto do Açu, além de empresas que se instalarão no Complexo Industrial.