Vale já cai 5% e Petrobras afunda 2%; Estácio desaba 6% após balanço

Confira os principais destaques de ações da Bovespa nesta sexta-feira

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11h50: Marfrig (MRFG3, R$ 6,48, +1,89%)
A Marfrig é uma das poucas empresas que se salvam hoje no Ibovespa, após mercado azedar com dados de emprego dos Estados Unidos. A ação da empresa reflete boa leitura do mercado sobre o balanço da companhia e anúncio de que a companhia decidiu vender as operações restantes que detém na Argentina e também ativos de beef jerky nos Estados Unidos.

Nesta sexta-feira, a companhia mostrou que teve lucro líquido de R$ 185,9 milhões no terceiro trimestre, número que se compara a um prejuízo de R$ 303,3 milhões um ano antes. O resultado operacional da companhia medido pelo Ebitda (lucro antes de impostos, juros, depreciação e amortização, na sigla em inglês), somou R$ 436,4 milhões no período, alta de 40,5% sobre mesma etapa de 2014.

Para o BTG Pactual, a companhia mostrou um bom resultado, com queda nas despesas gerais e administrativas, melhora no capital de giro, possibilitando geração de caixa e queda de alavancagem. Além disso, o anúncio dos planos para vender ativos de bovinos também trazem leitura positiva do mercado, comentaram os analistas do banco.

Em teleconferência, o diretor-presidente da companhia, Martin Secco, disse que espera que o mercado dos Estados Unidos para carne in natura brasileira se abra em 2016. As aguardadas exportações de carne bovina não processada do Brasil para os EUA deveriam ter começado em agosto, estimou anteriormente a ministra da Agricultura, Kátia Abreu. Mas segundo Secco, o Congresso norte-americano ainda não assinou acordo para permitir as vendas do produto brasileiro ao maior mercado de carne bovina do mundo. Por isso a Marfrig não consegue estimar precisamente quando os embarques começarão.

11h50: Vale (VALE3, R$ 16,00, -5,66%; VALE5, R$ 13,27, -4,19%) 
A tragédia com rompimento de uma barragem de rejeitos da mineradora Samarco, joint venture da Vale com a australiana BHP, no interior de Minas Gerais, traz impacto negativo para as ações da mineradora brasileira hoje. Juntamente com a apreensão do mercado após relatório de Emprego nos Estados Unidos, as ações da mineradora aceleram perdas nesta manhã. 

Em relação ao acidente, o Credit Suisse acredita que deve ter um impacto relevante na produção da BHP e que, provavelmente, a produção de pelotas deve ser paralisada, enquanto a dúvida fica se a mina poderá voltar a operar.  O analista do banco acredita que os reguladores serão bastante criteriosos para autorizar a mina a voltar a operar e lembram que Samarco representa cerca de 5% do fluxo de caixa descontado da BHP. 

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 “Ainda não parece claro qual os custos que a Vale e a BHP devem ter para remediar a situação. Mas vale destacar que a Samarco teoricamente iria gerar um Ebitda de US$ 584 milhões de um total de US$ 14,3 bilhões para BHP”, comenta. Ele acredita que o acidente pode gerar alguma distorção no prêmio de pelota, além de ser provável que o preço de minério fino também sofra algum impacto. 

Segundo o BTG Pactual, algumas perguntas devem surgir sobre impactos em preços de minério e uma leitura preliminar é difícil de ser feita, mas as ações da mineradora devem ter impacto negativo. Vale destacar que a BHP registra queda de 4,78%, a US$ 30,90, em Londres. 

Os analistas do banco destacam que é difícil quantificar ainda impactos para a companhia e algumas perguntas devem surgir sobre os impactos em preços de minério. Isso representa 2% do mercado transoceânico de minério e cerca de 15% do mercado transoceânico de pelotas, e 6-7% do mercado total de pelotas.

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Pelo menos duas pessoas morreram e mais de 30 pessoas ficaram feridas devido ao rompimento da barragem. Há ainda dezenas de desaparecidos no incidente. A empresa, produtora de pelotas de minério de ferro, é uma das maiores exportadoras do Brasil.

11h48: Petrobras (PETR3, R$ 9,66, -2,42%; PETR4, R$ 7,90, -2,59%)
As ações da Petrobras aceleram as perdas nesta manhã, após o mercado azedar depois de relatório de Emprego dos Estados Unidos. Expectativas de que o Federal Reserve eleve os juros pressionam os preços do petróleo no mercado internacional, que operavam em alta e viraram para leve queda nesta manhã. 

Contribuía para o desempenho negativo dos papéis da estatal hoje temores sobre os impactos que a greve de petroleiros pode provocar na companhia.   

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10h51: Eletrobras (ELET3, R$ 6,05, +1,68%; ELET6, R$ 11,24, +2,55%)
A Eletrobras pretende quitar dívidas da distribuidora de energia Ceal, que atende o Alagoas, após a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) recomendar ao governo federal que não renove a concessão da empresa devido à inadimplência junto ao setor, afirmou o diretor financeiro da Eletrobras, Armando Casado. 

O objetivo da estatal é manter a concessão para colocar a empresa à venda, como parte de processo já iniciado pela Eletrobras para se desfazer de parte de seus ativos de distribuição – a começar pela Celg, de Goiás, que deve ser oferecida aos investidores ainda neste ano.

Ontem, as ações da estatal subiram cerca de 8%, após Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) aprovar indenização de R$ 9 bilhões à sua subsidiária Furnas, referente aos ativos de transmissão não amortizados anteriores a maio de 2000.

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10h40: Ambev (ABEV3, R$ 19,33, -0,67%)
A Ambev anunciou hoje o fechamento de sua cervejaria na cidade de Natal (RN). A medida resultará na demissão de cerca de 300 funcionários diretos. A desativação da fábrica se dará de forma gradativa e deve ser totalmente finalizada até o final do ano.

A decisão foi tomada após análise dos reflexos que o aumento do ICMS sobre bebidas frias, anunciado em 30 de outubro, trará para a empresa no Estado.

10h25: Cetip (CTIP3, R$ 37,07, +0,32%)
A Cetip, maior central depositária e câmara de compensação de títulos privados da América Latina, anunciou na quinta-feira que teve lucro líquido de R$ 130,15 milhões entre julho e setembro, alta de 20% em relação a igual período de 2014.

O número veio levemente acima da previsão média de analistas consultados pela Reuters, de R$ 123 milhões. O desempenho operacional da companhia medido pelo Ebitda foi de R$ 200 milhões, alta de 9,4% sobre um ano antes. Em termos ajustados, o Ebitda ficou em R$ 204 milhões, aumento anual de 9,2%. A previsão média de analistas para esta linha era de R$ 192 milhões. 

Segundo o BTG Pactual, o resultado veio mais forte do que as estimativas, com custos sob controle. O mercado deve receber bem o resultado, com o mix de produtos reforçando resiliência do case (linhas mais fortes compensando mais fracas).

10h22: Cielo (CIEL3, R$ 37,13, -2,16%)
A companhia de meios de pagamento Cielo viu seu lucro líquido subir 11,9% em um ano, passando para R$ 918,54 milhões no terceiro trimestre, ante R$ 820,51 milhões no mesmo período de 2014. Enquanto isso, a receita líquida avançou 50%, atingindo os R$ 2,92 bilhões, com o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização, na sigla em inglês) fechando o período em R$ 1,36 bilhão, com alta de 42%. 

Segundo o BTG Pactual, o resultado veio bom e em linha com consenso do mercado. Do lado negativo, o custo desapontou desafiando o guidance e volume de cartão de crédito está mais fraco do que o mercado espera, apesar de ter ganhado em participação de mercado, comentaram os analistas. 

No terceiro trimestre, o volume financeiro de transações totalizou R$ 137,3 bilhões, representando um acréscimo de 6,6% quando comparado aos R$ 128,8 bilhões no mesmo período em 2014. Já as despesas operacionais aumentaram R$ 63,2 milhões, ou 20,6%, para R$ 369,8 milhões.

10h15: Estácio (ESTC3, R$ 15,88, -4,62%)
A empresa de educação Estácio teve lucro líquido de R$ 157 milhões no terceiro trimestre, alta de 18% sobre um ano antes, e acima das previsões. A previsão média de analistas consultados pela Reuters era de lucro de R$ 142,8 milhões. O resultado operacional medido pelo Ebitda subiu 23,3%ano a ano e encerrou o trimestre em 202,2 milhões de reais. 

Para o BTG Pactual, o resultado veio bom, com alguns pontos de atenção. A captação presencial cresceu 6% na comparação anual, com destaque para alunos ex-Fies (+43% na comparação anual). O ensino à distância também captou bem, acima 20% no ano anterior. Além disso, a diluição de custos de pessoal e aluguel foram melhores do que o esperado, o que levou o Ebitda a vir 4% acima da estimativa do BTG, com margem 2,4 pontos percentuais melhor. Do lado negativo, o ticket médio no presencial e ensino à distância vieram abaixo do projetado, desacelerando e mostrando que o desconto da captação pode estar sendo relevante. No geral, no entanto, a mensagem final é de um resultado bom, mas com tendência de piora nessas variáveis, o que poderia pressionar o papel no curto prazo. 

No trimestre, a base de alunos de graduação presencial subiu 13,6 por cento, com avanço de 2,8 por cento da mensalidade média. No ensino a distância, a base, também de graduação subiu 8,5 por cento, mas a mensalidade média caiu 3,1 por cento. A receita líquida subiu 16 por cento ano a ano, para 724,6 milhões de reais. A despesa comercial, geral e administrativa subiu 15,1 por cento. A provisão para devedores duvidosos subiu 62,6 por cento, a 18,7 milhões de reais.

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