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SÃO PAULO – O Ibovespa zera perdas nesta terça-feira (18), após cair 1,37% e atingir 48.414 pontos na mínima do intraday. Na cotação das 13h54 (horário de Brasília), o índice subia 0,29%, a 49.124 pontos.
Chama atenção novamente neste pregão o Grupo EBX, com destaque para a CCX Carvão (CCXC3). As ações da companhia chegaram a cair 38,92% nesta manhã, mas minimizaram as perdas e registram desvalorização de 5,95%, a R$ 1,74.
O movimento de recuperação deve-se ao comunicado enviado à CVM (Comissão de Valores Mobiliários) às 12h26 (horário de Brasília), no qual indica alteração do cronograma da OPA (Oferta Publica de Aquisição). O leilão para fechamento de capital da empresa ocorrerá no dia 31 de julho, ante ao anunciado anteriormente de 12 de julho.
Outras ações do Grupo EBX também mostram recuperação frente ao movimento registrado na parte da manhã: OGX Petróleo (OGXP3, +6,10%, R$ 0,87), LLX Logística (LLXL3, +4,59%, R$ 1,14), MMX Mineração (MMXM3, +4,80%, R$ 1,31), OSX Brasil (OSXB3, +2,44%, R$ 2,10) e MPX Energia (MPXE3, +0,47%, R$ 8,50).
Vale ganha força com marco de mineração
Também ganha destaque a Vale (VALE3; VALE5), cujas ações ordinárias avançam 1,65%, a R$ 28,87, e as preferenciais 1,58%, a R$ 30,88. Na máxima do dia, os papéis atingiram ganhos de 3,03% e 2,85%, respectivamente, a R$ 31,32 e R$ 29,21.
A presidente Dilma Rousseff oficializou nesta terça-feira, em cerimônia no Palácio do Planalto, o envio ao Congresso de projetos de lei com propostas para o novo marco regulatório para exploração de jazidas. Uma das principais novidades no texto é o reajuste da Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais, o royalty pago pelas mineradoras para exploração das jazidas.
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Pelos projetos gerados no Executivo, os royalties da mineração terão alíquota de até 4% do faturamento bruto das empresas. Atualmente, as alíquotas variam de 0,2% a 3% e incidem sobre o faturamento líquido. Esse deve ser um dos pontos de discordância que o empresariado irá apontar porque afeta diretamente seus custos de produção.
Embraer avança forte pelo 2° dia
As ações da Embraer (EMBR3), que sobem 2,56%, sendo cotadas a R$ 20,45, após atingirem valorização máxima de 3,31%, a R$ 20,60.
Reflete sobre a empresa uma série de anúncios, a comerçar pela parceria com a Boeing para a promoção e a venda da aeronave multi-missão de transporte militar de médio porte e reabastecimento aéreo, o KC-390, da fabricante brasileira.
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Mais cedo, a companhia também informou ter recebido encomendas de aviões feitas por companhias aéreas da Venezuela, Japão, Índia, e também da Lituânia.
Na véspera, a Embraer comunicou o lançamento da segunda geração de seus aviões comerciais E-Jets e divulgou encomendas potenciais de centenas de jatos estimadas em 18 bilhões de dólares, entrando num segmento que a rival canadense Bombardier está apostando com suas aeronaves CSeries. Na ocasião, os papéis subiram 6,34%, fechando a R$ 19,94.
ALL cai 6% com possível oferta de ações
Do lado negativo, os papéis da América Latina Logística (ALLL3) registram forte desvalorização no pregão desta terça-feira (18) em meio à possibilidade da empresa fazer um aumento de capital. Os papéis caíam 6,0%, a R$ 9,40, após atingir na mínima do dia queda de 6,80%, a R$ 9,32.
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Segundo informações do Valor, a ALL estuda a ideia de fazer um aumento de capital para poder investir na melhoria de ativos e na malha ferroviária. Essa operação está em discussão e deverá ocorrer após a conclusão das negociações da entrada da Cosan (CSAN3) no bloco de controle da ALL, que ainda não tem prazo para ser concluída.
Em relatório, a equipe de análise da XP Investimentos classifica a possibilidade do aumento de capital como um evento potencialmente negativo para a ALL. Procurada, a assessoria de imprensa disse que a empresa “nega veementemente” a informação.
Imobiliárias seguem movimento de baixa
Os papéis das imobiliárias seguem em forte queda nesta sessão, com destaque para as ações da MRV Engenharia (MRVE3), Rossi (RSID3) e Gafisa (GFSA3), que caem 2,58%, 2,14% e 1,93%, respectivamente, a R$ 6,79, R$ 3,20 e R$ 3,05.
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Na véspera, os papéis da Rossi e Gafisa registraram desvalorizações de 2,09% e 6,32%, respectivamente, R$ 3,27 e R$ 3,11.