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A Vale (VALE3) divulgou seus resultados do primeiro trimestre de 2026 na semana passada. Embora lidos como positivos na maioria do conjunto, os custos mais elevados para a produção do minério de ferro chegaram a preocupar analistas. Para o CFO da companhia, Marcelo Bacci, a alta tem sido combatida internamente, mas não é motivo de preocupação para a mineradora.
“É claro que os custos estão subindo, nós temos que lutar contra o custo todos os dias, mas nós estamos positivos e confiantes sobre as margens”, afirmou em entrevista à Bloomberg veiculada nesta quarta-feira (6). O CFO afirmou que a mineradora considera o mercado atualmente balanceado e com demanda firme e presente. “Nós não estamos preocupados com os resultados”, disse.
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O executivo pontou que o trimestre foi, sim, marcado pelo aumento de custos mas, dado o balanceamento do mercado, os preços também subiram em termos de indústria. Dessa forma, as margens foram preservadas. “Foi um trimestre em que mostramos muita resiliência e robustez em nossas operações”, afirmou.
Oriente Médio
Em relação à exposição de clientes ao conflito no Oriente Médio, Bacci reiterou o que já havia sido mencionado na divulgação dos resultados do 1º trimestre. Embora a região seja importante para a Vale, não é relevante o suficiente para impactar os dados da companhia.
“Eu acho que para a demanda global, a principal preocupação é uma longa guerra que poderia levar à destruição da demanda como consequência de custos altos e, portanto, de preços altos”, diz.
Já a demanda da China é considerada como “robusta” pelo executivo, mesmo com mudanças na composição. A expectativa é que todo o ano de 2026 seja marcado por forte demanda pelo minério de ferro no país asiático e também na Índia e na Ásia do Sul.
Os papéis da companhia sobem mais de 3% na sessão desta quarta-feira (6).