Vale e siderúrgicas disparam e Souza Cruz desaba 5% com nova avaliação da OPA

Confira a atualização dos principais destaques da Bovespa nesta segunda-feira

Paula Barra

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11h35: Cia Hering (HGTX3, R$ 14,50, -0,07%)
As ações da Cia Hering operam próximas a estabilidade nesta sessão após derrocada de 22% na sexta-feira após balanço ruim e perspectiva desanimadora. Operadores de mercado comentam que, por conta do movimento, muitos investidores “long position” (comprados) zeraram a posição no último pregão enquanto a demanda para “tomar” a ação alugada teve forte aumento. Com o aperto de “doadores” no mercado de aluguel e com o papel “seco” no BTC, eles comentam que é possível que os vendidos sejam “squeezados”. Ou seja, as portas estão abertas para um “short squeeze” estão abertas. Eles recomendam ficar de olho.  

Comprados fecham posição em Hering e forçam ‘short squeeze’

11h33: Souza Cruz (CRUZ3, R$ 25,04, -5,01%)
A fabricante de cigarros Souza Cruz disse que laudo de avaliação de ações da companhia realizado pelo Credit Suisse no âmbito da oferta pública de aquisição de ações (OPA) para tirar a companhia da bolsa apurou valor entre R$ 24,30 e R$ 26,72 por papel, de acordo com comunicado publicado na noite de sexta-feira. Em suma, o valor não foi alterado e a BAT poderá ir adiante com a oferta, lembrando que a OPA, após a dedução de dividendos é de R$ 26,13 por ação. Na sexta-feira, os papéis fecharam cotados a R$ 26,36. Acionistas da companhia haviam aprovado em abril a contratação do Credit Suisse para a confecção de novo laudo de avaliação das ações da empresa para a oferta pública lançada pela controladora British American Tobacco. 

11h31: Vale (VALE3, R$ 23,72, +4,00%; VALE5, R$ 19,32, +4,38%) e siderúrgicas
As ações da Vale sobem forte após o Banco do Povo da China cortar a taxa básica de juros, na terceira redução desde novembro de 2014, por conta da desaceleração da economia. O gigante asiático é o maior destino das exportações de minério de ferro da Vale. Acompanham o movimento as ações da Bradespar (BRAP4, R$ 12,90, +4,45%), holding que detém participação da mineradora.  

Na mesma toada das ações da Vale, os papéis das siderúrgicas sobem forte hoje: CSN (CSNA3, R$ 8,47, +4,70%), Usiminas (USIM5, R$ 6,15, +3,54%), Gerdau (GGBR4, R$ 10,57,  +2,22%) e Metalúrgica Gerdau (GOAU4, R$ 10,37, +3,08%).

10h47: AES Tietê (GETI4, R$ 18,02, +1,16%)
A AES Tietê encerrou o primeiro trimestre com lucro de R$ 200,3 milhões, 44% abaixo do que o registrado um ano antes. O resultado foi fortemente impactado pela crise hídrica, que provocou queda nas receitas, em virtude do menor despacho das hidrelétricas ordenado pelo ONS (Operador Nacional do Sistema), e pelos custos elevados com compras no mercado de curto prazo. A companhia teve receita líquida de R$ 690 milhões, 8,8% menor na comparação anual. 

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Para o Santander, o resultado não deve gerar grande reação do mercado, mesmo com balanço melhor do que o esperado, mas ainda afetado pelo déficit hídrico. Já o Bradesco BBI destacou que os números vieram “sem surpresas”. Um aspecto positivo foi a distribuição de R$ 122 milhões em dividendos após três trimestres consecutivos sem ser capaz de remunerar os acionistas. O Credit Suisse comentou que o balanço veio um pouco melhor em cima de alocação, com bom payout (dividendos/lucro líquido), mas em parte compensado pelo final do ano passado. 

10h38: CPFL Energia (CPFE3, R$ 19,95, -1,38%)
A CPFL Energia reportou lucro líquido de R$ 142 milhões no primeiro trimestre, queda de 18% na comparação anual. Para o Santander, os resultados operacionais se beneficiaram de um bom desempenho em custos das unidades de distribuição, mas o resultado líquido frustrou estimativas como resultado de estratégia de alocação mais fraca, implicando custos maiores de energia comprada e resultados financeiros mais fracos. 

Segundo o Credit Suisse, o operacional foi bom, com bom controle de custos, mas a alta de impostos “bateu” no lucro líquido. 

10h32: Banrisul (BRSR6, R$ 10,95, 0,0%) 
O Credit Suisse cortou hoje a recomendação das ações do Banrisul para neutra, assim como o preço-alvo que passou de R$ 15,40 para R$ 12,00. Segundo os analistas, o banco foi o que pior performou no setor nos últimos 12 meses (-10%) e no ano até o momento (-23%), refletindo a deterioração operacional. Apesar de reconhecer que o ROE (Retorno sobre o Patrimônio Líquido) esteja abaixo do potencial e que a gestão esteja trabalhando para melhorar a rentabilidade, os analistas acreditam que isso vai demorar um pouco para, de fato, acontecer. Para eles, o primeiro trimestre pode ser um trigger para mais correção no papel ao mostrar uma combinação de aumento de provisões e deterioração da qualidade dos ativos (principalmente no corporativo). O banco divulgará seu balanço na próxima quarta-feira. 

10h21: Eletropaulo (ELPL4, R$ 14,30, -2,59%)
As ações da Eletropaulo caem após disparar 14,5% na sexta-feira, acumulando alta de 35,3% na semana passada. O papel vinha subindo em cima de notícias de aumento de tarifas, porém a empresa apresentou pior dado de volumes no primeiro trimestre (com queda em todos os segmentos), com destaque para recuo de 7,5% no segmento industrial. Ou seja, se for aumentar as tarifas em cima de uma base menor, o ânimo com o papel tende a diminuir, comentaram os analistas do Credit Suisse.

Na noite de sexta-feira, a companhia anunciou seu balanço do primeiro trimestre. A distribuidora paulista de eletricidade divulgou que encerrou o período com lucro líquido de R$ 46,8 milhões, ante prejuízo líquido de R$ 183,5 milhões um ano antes. Segundo a empresa, o fraco desempenho da economia e a redução das temperaturas médias no período pressionaram o desempenho dos mercados cativo e livre da concessão, que caíram 3,2% e 4%, respectivamente, na comparação anual.

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10h16: Ecorodovias (ECOR3, R$ 8,88, -1,55%)
A Ecorodovias teve lucro líquido de R$ 28,6 milhões no primeiro trimestre, recuo anual de 63% em bases comparáveis, afetada principalmente por uma piora no resultado financeiro, apesar do aumento do tráfego em suas rodovias, informou o grupo nesta segunda-feira. O crescimento de 21,7% no volume de tráfego consolidado da empresa no primeiro trimestre contribuiu para compensar o resultado pior das operações portuárias, que registraram queda de 18,7% no volume de contêineres na operação de cais e de 0,5% na operação de armazenagem.

10h15: Light (LIGT3, R$ 17,82, -1,49%)
A Light fechou o primeiro trimestre com lucro líquido de R$ 129 milhões, uma queda de 28,8% na comparação com o mesmo período de 2014. Segundo a companhia, a queda no lucro foi explicada principalmente pela piora de 125,9% no resultado financeiro devido ao aumento da taxa básica de juros. A receita líquida da empresa avançou 40,3%, passando de R$ 2,119 bilhões nos três primeiros meses do ano passado para R$ 2,973 bilhões registrados em 2015.  

Segundo o Credit Suisse, os números vieram bons, com queda na inadimplência, porém ainda não reflete o aumento recente de tarifas. Mesmo assim, os analistas comentaram que a empresa foi apenas breakeven (sem ganhar nem perder) em fluxo de caixa e continua bem próxima do covenant de 3,75 vezes o indicador dívida líquida/Ebitda, que está em 3,74 vezes. “O papel andou bastante e esse pode ser um momento para por no bolso os lucros”, comentaram. Do dia 10 de março até a véspera, a alta foi de 54%.

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10h13: Mills (MILS3, R$ 9,07, +7,46%)
A Mills informou que seu conselho de administração aprovou, em reunião realizada na última sexta-feira, a redução de 24% da remuneração mensal de seus membros, retroativo a 1° de maio de 2015, até a data da assembleia geral da companhia a ser realizada para apreciar as contas do exercício social de 2015 ou nova deliberação do Conselho de Administração, o que ocorrer antes.