Vale e siderúrgicas disparam até 6%; small cap salta 9% após balanço

Confira os principais destaques de ações da Bovespa nesta quarta-feira

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10h42: Varejistas
As ações do setor de varejo voltam a subir forte nesta sessão, após fala do diretor de política econômica do Banco Central, Altamir Lopes, ontem sugerir que próximo passo do Banco Central é de queda da Selic, segundo comentou hoje o Banco Fator Corretora. Além da Le Lis Blanc (que tem no radar outras notícias, como pode ser visto mais abaixo), os papéis da Guararapes (GUAR4), Arezzo (ARZZ3), Lojas Marisa (AMAR3) e Lojas Renner (LREN3) subiam mais de 2%. 

10h39: Indústrias Romi (ROMI3, R$ 1,63, +8,67%)
A indústrias Romi viu seu lucro mais do que quadruplicar no quarto trimestre de 2015, impulsionado pela venda de dois imóveis. O lucro líquido da Romi foi de R$ 23,1 milhões, ante os R$ 5,6 milhões de igual período de 2014, sendo R$ 21 milhões provenientes da venda de imóveis. A receita operacional líquida foi de R$ 212,4 milhões, alta de 13%. O Ebitda somou R$ 39,9 milhões no trimestre, alta de 175%.  

10h37: OGPar (OGXP3, R$ 0,03, +50,0%)
Ao responder uma solicitação da CVM (Comissão de Valores Mobiliários) sobre uma movimentação atípica de seus papéis entre 29 de janeiro e 15 de fevereiro, a OGPar solicitou à autarquia que suspenda as negociações de aluguéis das ações OGXP3 e OGSA3.

Apesar de afirmar não conhecer nenhum fato que explique a forte oscilação de seus papéis, a companhia disse que “um fator que afeta a oscilação do preço das ações é o grande número de aluguéis, que permitem ser realizadas vendas a descoberto por investidores especulativos”.

De acordo com o comunicado da empresa, o pedido de suspensão ocorre “tendo em vista a condição de Recuperação Judicial em que se encontram, com objetivo de evitar esse tipo de movimento predatório do valor de mercado”. O entendimento da OGX é de que tal preocupação deve, de fato, ser estendida ao contexto da Companhia”, diz o comunicado.

10h31: Braskem (BRKM5, R$ 24,01, +0,04%)
A Sudene aprovou a participação de recursos do Fundo de Desenvolvimento do Nordeste no valor de até R$ 188,3 milhões para projeto de modernização e melhoria da confiabilidade operacional da Central de Petroquímicos Básicos da cia. em Camaçari (BA). A Braskem também teve aval da Sudene para até R$ 63 milhões para modernização das unidades industriais de vinílicos em Maceió e Marechal Deodoro, em Alagoas. 

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Os encargos financeiros do empreendimento correspondem a 9% e a participação dos recursos do FDNE está limitada a 45% do investimento total a ser realizado, segundo resoluções publicadas no Diário Oficial.

10h28: Embraer (EMBR3, R$ 29,50, +0,03%)
Em entrevista à Bloomberg Television durante o Singapore Airshow, o diretor comercial da Embraer, John Slattery, afirmou que a Indonésia é um mercado incrível. A companhia busca crescer no restante da região Ásia-Pacífico depois de ampliar presença na China. Segundo ele, a empresa poderá vender até 100 aviões em mercados emergentes como Indonesia. A Embraer afirmou ainda que está comprometida com Ásia e quer crescer na região. 

10h27: Vale e siderúrgicas
Apesar da queda do minério de ferro, as ações da Vale (VALE3, R$ 11,69, +3,54%; VALE5, R$ 8,46, +2,30%) dão continuidade aos ganhos dois últimos dois pregões, seguindo o otimismo das demais mineradoras no exterior. Acompanham o movimento os papéis da Bradespar (BRAP4, R$ 4,07, +2,01%) – holding que detém participação na Vale – e as siderúrgicas Usiminas (USIM5, R$ 0,98, +4,26%), CSN (CSNA3, R$ 4,62, +4,29%), Gerdau (GGBR4, R$ 4,26, +4,15%) e Gerdau Metalúrgica (GOAU4, R$ 1,48, +5,71%).

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No radar das siderúrgicas, a diretoria da Usiminas deverá propor hoje ao seu Conselho de Administração um aumento de capital da siderúrgica, segundo apurou o Broadcast. O montante dessa capitalização deve ser de cerca de R$ 1 bilhão, conforme fontes próximas à companhia. No entanto, até o momento não há consenso sobre o tema entre os dois principais sócios da siderúrgica, Ternium e Nippon Steel. Ainda assim, um desfecho sobre esse capítulo poderá ocorrer nesta quarta-feira, em reunião do colegiado que acontecerá em São Paulo. Uma capitalização como única alternativa para a Usiminas foi antecipada pelo Broadcast em janeiro.

10h25: Oi (OIBR4, R$ 1,95, +8,33%)
As ações da Oi lideram os ganhos do Ibovespa nesta manhã, acumulando valorização de 14% nas últimas 2 sessões. Segundo informações do Valor, o fundo Letterone poderá propor a capitalização de US$ 4 bilhões da Oi, mesmo sem a Tim (TIMP3, R$ 6,39, +1,43%). O projeto principal ainda é consolidar o setor de telefonia no país e esta seria uma alternativa. O entrave estaria em entender o que quer de fato a Telecom Italia, já que o plano é levar uma proposta que agrade, para que tenha chance real de concretização. 

10h13: Petrobras (PETR3, R$ 6,50, +3,34%; PETR4, R$ 4,55, +2,48%)
As ações da Petrobras sobem forte hoje, impulsionadas pela alta dos preços do petróleo, Lá fora, o petróleo Brent registrava alta de 2,73%, a US$ 33,06 o barril, com rumores sobre a estabilização da produção da commodity.  O mercado reage à notícia de que o ministro de Energia do Catar e o atual presidente da Opep, Mohammed al-Sada, irá hoje para Teerã, com o intuito de discutir um plano para limitar a produção da commodity com ministros do Irã, Venezuela e Iraque, segundo fontes com conhecimento do assunto.

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Destaque também para a notícia de que o BNDES, o Banco do Brasil e a Caixa podem trocar a dívida da Petrobras por ações para auxiliar a estatal, de acordo com duas fontes familiarizadas com o plano ouvidas pela Reuters. O swap iria oferecer uma tábua de salvação do governo para a companhia.

Um integrante da equipe econômica do governo confirmou que as autoridades estavam considerando essa opção entre outras. Vale destacar que o BTG Pactual foi o primeiro a levantar essa opção em nota distribuída a clientes na véspera.

Além disso, o projeto para a flexibização das regras do pré-sal não deve ser votado hoje por uma manobra do PT, segundo informações do jornal O Globo. A mudança é vista como muito importante por várias razões: (1) ajudaria a Petrobras, que não tem recursos para entrar nos leilões agora; (2) ajudaria a deslanchar as concessões e poderia atrair mais investimentos para o país; (3) ajudaria a melhorar a imagem do governo junto aos investidores. Ou seja, seria benéfica para o país no momento.

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10h08: Restoque (LLIS3, R$ 7,45, -12,20%)
Depois de pregão de correção, as ações da Restoque seguem nesta sessão rali iniciado dia 21 de janeiro na Bovespa. De lá até agora, os papéis acumulam ganhos de 313%. Como tem ocorrido nos últimos dias, dado a euforia recente do mercado com a varejista, seus papéis operam nesta sessão entre leilões. 

Por trás da euforia, compras de ações por 2 nomes de peso dentro da empresa – Márcio Camargo (presidente do conselho de administração) e Marcelo Lima (vice-presidente do conselho). Conforme documentos enviados à CVM, eles atingiram em 4 de fevereiro 40,8% do capital social da empresa. As compras foram feitas, principalmente, entre os dias 4 a 29 de janeiro, quando compraram cerca de 22,9 milhões de papéis, conforme mostra a posição consolidada do mês passado da empresa. 

Citando fontes, uma reportagem do Valor desta terça-feira aponta que as compras dos seus controladores podem estar relacionadas ao interesse dos sócios em fechar capital da Restoque, o que teria motivado novas altas da ação. Outra hipótese levantada pelo jornal é que Marcelo Lima e Márcio Camargo vão ampliar ainda mais a participação acionária para conseguir aprovar, na próxima assembleia de acionistas, um novo plano de reestruturação. 

Veja mais: Executivos da Le Lis Blanc vão às compras, enquanto ação dispara 311%

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