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SÃO PAULO – O mercado retoma as negociações após o feriado de carnaval em ritmo morno, com volume financeiro ainda baixo nesta tarde. Com abertura mais tarde nesta quarta-feira de Cinzas, o Ibovespa registrava queda de 0,88% em pouco mais de 1h e 30 minutos de pregão, a 46.678 pontos, pressionado principalmente pelas ações das siderúrgicas CSN (CSNA3, -3,61%, R$ 9,58) e Usiminas (USIM5, -1,43%, R$ 9,63), além da Vale (VALE3, -2,30%, R$ 32,24; VALE5, -2,06%, R$ 28,49) e Bradespar (BRAP4, -3,00%, R$ 20,67) – holding que detém participação na mineradora.
O mercado repercute a bateria de indicadores internacionais, com destaque para a China, em meio aos dados do setor industrial e serviços. No começo da semana, foi divulgado que o setor de serviços da China retomou alguma força em fevereiro, mas a indústria do país mostrou dificuldades, mostraram pesquisas separadas na última segunda-feira, com a divergência ampliando a dificuldade em avaliar a força econômica no início de 2014. O Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês) oficial de serviços avançou para a máxima em três meses, a 55,0 em fevereiro, enquanto o PMI de indústria do Markit/HSBC caiu para 48,5, no terceiro mês seguido de queda. Esses números seguiram-se ao PMI oficial de indústria no sábado, que caiu para a mínima de oito meses de 50,2, pouco acima da marca de 50 que separa contração de expansão.
Além disso, ganha destaque no mercado o pronunciamento anual ao Parlamento da China para a apresentação do balanço da gestão do premiê Li Keqiang. Ele destacou que a meta de crescimento econômico para este ano é de 7,5%, maior índice entre as grandes potências mundiais, mas salientou que o crescimento não poderá atrapalhar as reformas. A forte queda da CSN também segue o movimento da última sexta-feira, quando despencou mais de 6% após a divulgação dos resultados do quarto trimestre.
Petrobras vira para queda
Outra “peso-pesado” que chama atenção é a Petrobras (PETR3; PETR4), que abriu a sessão no positivo mas não resistiu e virou para queda. Os papéis ordinários recuam 1,0%, sendo cotados a R$ 12,86, enquanto os preferenciais caem 1,03%, a R$ 13,45. Juntas, as ações da petrolífera representam cerca de 12% da carteira teórica do índice.
Na manhã da véspera, a TV Globo destacou detalhes de irregularidades em um contrato com a construtora Odebrecht, com investigação descobrindo preços 1.600% acima do mercado. O contrato, que foi fechado em 2010, teve valor inicial de US$ 820 milhões.
Outros destaques
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ALL
Na ponta positiva do Ibovespa aparecem as ações da ALL (ALLL3), que registram nesta sessão alta de 3,85%, a R$ 6,99. Os papéis da operadora de malha ferroviária vinham de uma correção após forte arrancada com a anúncio de proposta de fusão com a Rumo, braço de logística da Cosan, na semana passada. No dia do comunicado, 24 de fevereiro, os papéis chegaram a subir 8,90, fechando a R$ 7,10, mas já no pregão seguinte corrigiram parte do movimento.
BR Properties
As ações da BR Properties (BRPR3) registram leva valorização de 0,71%, a R$ 17,12, nesta sessão. A empresa anunciou nesta quarta-feira a venda de R$ 3,18 bilhões em ativos imobiliários para o grupo Global Logistic Properties (GLP) depois que as negociações de exclusividade com a WTGoodman expiraram. A companhia informou que a transação envolve 34 imóveis entre galpões industriais e de logística.
OSX e OGX
Fora do índice, as ações da OSX Brasil (OSBX3) disparam 8,20%, sendo cotadas a R$ 0,66, enquanto as da Óleo e Gás Participações (OGXP3), ex-OGX Petróleo, operam estáveis. Reflete a notícia de que a OSX ampliou o período de testes no campo de Tubarão Azul em conjunto com a antiga OGX Petróleo (OGXP3), atual Óleo e Gás Participações, até a próxima sexta-feira (11). Segundo a OSX, dependendo do resultado do estudo, sendo realizado com a plataforma de armazenagem e produção OSX-1, pode haver uma eventual retomada da produção. Porém, destaca a companhia, a retomada da produção estará condicionada, ainda, a determinada condições precedentes.
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Eternit
Ganha destaque também as ações da Eternit (ETER3), que sobem 5,54%, a R$ 8,76, após terem atingido valorização de 7,23% na máxima do dia, a R$ 8,90. Apesar do forte movimento, operadores comentaram que nenhuma notícia ou fato relevante sobre a empresa foi divulgado que justifique a arrancada dos papéis.