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Destaques da Bolsa

Vale e Petrobras sobem mais de 4%; Localiza dispara 7% e só 9 ações caem

Confira os principais destaques de ações da Bovespa nesta sessão

SÃO PAULO – O Ibovespa ganhou força durante a tarde desta terça-feira (26) e fechou próximo da máxima do dia, puxado pelas ações da Vale, Petrobras e bancos. No campo negativo, apenas 9 das 61 ações do índice caíram, lideradas por Cosan, Hypermarcas e Ultrapar. A Lojas Renner, que chegou a registrar a maior queda, depois de atingir baixa de 3,3% após balanço, amenizava o movimento negativo. 

Do lado das altas, os papéis da Vale mostravam forte alta, após atingirem queda de 4% nesta manhã, e deixaram para trás dois pregões de desvalorizações. Já Petrobras, que registrou leve alta durante a manhã, acentuou os ganhos, assim como os bancos. Localiza seguia entre as maiores altas do Ibovespa após balanço.

Confira abaixo os principais destaques da Bovespa nesta sessão:

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Petrobras (PETR3, R$ 12,78, +3,40%; PETR4, R$ 9,67, +3,64%)
A Petrobras ampliou a alta, seguindo o otimismo do mercado interno e os preços do petróleo lá fora, com o brent subindo 1,35%, a US$ 45,05, antes de dados de estoques nos EUA. No noticiário da estatal, ela informou em comunicado divulgado ao mercado na noite anterior, que a decisão da Justiça Federal do Rio de Janeiro não suspende a venda de 49% das ações de sua subsidiária Gaspetro para a japonesa Mitsui. Segundo a estatal, o juiz determinou, sim, que a Mitsui não poderá dispor das ações adquiridas. Com isso, a Mitsui não poderá fazer quaisquer negócios com os papéis, como vendê-las.

Conforme O Globo publicou ontem, a Justiça Federal do Rio concedeu liminar atendendo à Federação Única dos Petroleiros (FUP), que pedia a suspensão da venda. A Petrobras foi procurada anteontem mas não respondeu sobre o tema até o encerramento da edição do jornal. Ontem, a empresa afirmou que a liminar não suspendeu a venda, como noticiado pelo jornal, mas, sim, impediu a Mitsui de “dispor das ações”.

Destaque ainda para a notícia de que o fundo de investimentos em participações (FIP) Sondas, que reúne a maioria dos sócios da Sete Brasil, reconheceu até o primeiro trimestre deste ano uma perda de R$ 5,16 bilhões no investimento feito na companhia criada para gerenciar as sondas do pré-sal. Isso representa uma desvalorização de 65% no fundo em 15 meses, segundo dados registrados na Comissão de Valores Mobiliários (CVM). O investimento total feito na Sete Brasil foi de R$ 8,3 bilhões, sendo 95% por meio do Sondas e 5% diretamente da Petrobras. Dentro do FIP Sondas estão os fundos de pensão Previ (Banco do Brasil), Funcef (Caixa), Petros (Petrobras) e Valia (Vale), os bancos BTG Pactual, Bradesco e Santander, o FI-FGTS e a própria Petrobras. Com o reconhecimento da perda, é provável que muitos desses investidores, que ainda não deram baixa no investimento, tenham de mudar de posição.

Até agora, o BTG, a Funcef e a Previ já anunciaram que fizeram provisões assumindo uma perda total do investimento. O FI FGTS também deve dar baixa total no investimento. Bradesco, Santander e Petros ainda não informaram como vão tratar as perdas do investimento em seus balanços. O Petros informou que vai divulgar sua posição junto com o balanço de 2015, que ainda não foi publicado. O balanço anterior, de 2014, registrava investimentos da ordem de R$ 1,3 bilhão no FIP Sondas, representando quase um terço do total de investimento em fundos estruturados que o Petros possui. Reconhecer a perda agora, pode acentuar o déficit a ser registrado pelo fundo e que terá que ser reequilibrado pelos beneficiários e o patrocinador.

Localiza (RENT3, R$ 32,95, +7,22%)
As ações da Localiza dispararam após os bons resultados do primeiro trimestre. A companhia teve lucro líquido de R$ 103 milhões no primeiro trimestre, alta de 2,7% na comparação anual, informou a empresa de gestão de frotas e aluguel de veículos. A alta de 41% das despesas financeiras, para R$ 67,7 milhões, pressionou o resultado.

A receita líquida consolidada subiu 4%, a R$ 1,047 bilhão. A receita líquida de aluguel avançou 8,5%, enquanto a de seminovos ficou estável. Segundo a Localiza, a queda de 6,3% no volume de venda de carros foi compensada pelo aumento de 6,8% no preço dos veículos vendidos.

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O Itaú BBA destacou que a companhia apresentou resultados melhores do que o esperado; a surpresa positiva foi divisão RAC, que apresentou crescimento de 10% na comparação anual da receita e margem Ebitda estável, “confirmando que as iniciativas lançadas nos últimos 18 meses para estimular a demanda de lazer estão dando frutos”. O BTG Pactual também destacou que a companhia teve um resultado forte e revisou as estimativas para os números da companhia novamente para cima com a surpresa do RAC e a queda menor do que a esperada nas margens de seminovos, elevando o preço-alvo de R$ 33 para R$ 34 por ação. 

Lojas Renner (LREN3, R$ 19,79, +1,75%)
As ações da Lojas Renner viraram para alta após desabarem até 3,3% com a companhia divulgando os números do primeiro trimestre. 
A varejista teve lucro líquido de R$ 65,5 milhões entre janeiro e março, queda de 10,5% na comparação anual. Para o Credit Suisse, a desaceleração da economia começou a impactar a empresa, que reportou Ebitda abaixo do esperado, em função de uma receita líquida mais fraca e aumento das despesas gerais e administrativas. 

Os analistas do banco suíço ressaltaram que, com o LPS (Lucro Por Ação) estimado 8% abaixo do consenso para 2016, eles esperam cortes no mercado nas próximas semanas. Para eles, o desempenho recente das ações tem sido reflexo de uma redução do risco-País, no entanto, o balanço deve ser um catalizador para os investidores precificarem um novo cenário para a empresa. Eles ressaltaram que ainda veem a LREN3 como um bom ativo para o longo prazo, mas o potencial de alta no nível atual de preco está limitado.

Já o BTG Pactual ressaltou que os números foram mistos e as vendas nas mesmas lojas foram menores do que o esperado, enquanto o financiamento ao consumidor foi melhor do que o esperado. “O mercado pode reagir negativamente aos resultados, mas seguimos com a Renner como a nossa Top Pick e recomendamos manter o nome no radar dados os benefícios de médio a longo prazo dos seus projetos”, afirmam os analistas. O Itaú BBA destaca reação negativa a resultados “mais moderados do que nossas estimativas já conservadoras”.

Oi (OIBR4, R$ 1,07, -3,60%)
As ações da Oi viraram para queda nesta sessão após dispararem 20,65% na véspera. O mercado repercute a notícia do  acordo de confidencialidade para que a Melis & Company assessore um grupo de detentores de bônus emitidos pela companhia e algumas de suas afiliadas com vistas à reestruturação da dívida da companhia brasileira.

Conforme a Oi, o acordo de confidencialidade celebrado com a Moelis “configura passo inicial para discussões produtivas e ágeis” sobre uma potencial reestruturação financeira da operadora. Fontes familiarizadas com a situação disseram à Reuters que a Oi iniciará conversas para reestruturar US$ 14 bilhões em bônus.

Vale (VALE3, R$ 18,69, +3,49%; VALE5, R$ 14,81, +4,59%)
As ações da Vale viraram para forte alta após afundarem até 4% nesta manhã, seguidas pelos papéis da Bradespar (BRAP4, R$ 7,92, +4,35%) – holding que detém participação na mineradora – que chegaram a desabar 7%. Com o movimento, os papéis deixam dois dias seguidos de quedas na Bolsa. 

Veja mais: Fique fora de Vale na semana, alerta analista; dólar buscar os R$ 3,30

O pessimismo mais cedo refletia a forte queda de 4,98% do minério de ferro no porto de Quingdao, na China, fechando cotado a US$ 62,78 a tonelada nesta terça-feira. Além do preço da commodity, investidores seguem preocupados com a produção da mineradora, após relatório de produção do 1° trimestre reportado na noite de quarta-feira passada. A mineradora reportará seu balanço do 1° trimestre na próxima sexta-feira. 

As ações das siderúrgicas, que também caíram forte mais cedo, viraram para alta, com Gerdau (GGBR4, R$ 7,67, +5,79%) e CSN (CSNA3, R$ 12,30, +1,07%) e Usiminas (USIM5, R$ 2,40, +3,00%) se consolidando no terreno positivo. 

Cabe lembrar que a mineradora aprovou na segunda-feira em assembleia de acionistas uma nova política de dividendos, que permite que a companhia passe a encerrar o pagamento após o fechamento do exercício e não ao longo dele, como ocorria anteriormente, segundo ata enviada à Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Pela nova regra, o montante da remuneração ao acionista ficará ainda a critério do Conselho de Administração.

A mudança ocorreu após a Vale registrar prejuízo líquido de 33,156 bilhões de reais no quarto trimestre de 2015, o pior resultado desde pelo menos a privatização da empresa, em 1997, com suas contas afetadas pelos baixos preços das commodities, que levaram a companhia a realizar uma expressiva baixa contábil.

Papel e celulose
O dia trouxe notícias negativas para as ações do setor de papel e celulose Fibria (FIBR3, R$ 32,93, +1,07%), Suzano (SUZB5, R$ 13,52, +3,63%) e Klabin (KLBN11, R$ 18,16, +1,40%) nesta sessão, embora elas tenham reagido em alta. Além da queda do dólar frente ao real, as empresas do setor são impactadas pela queda dos preços da celulose no mercado internacional.

Segundo dados da consultoria Foex divulgados hoje, os preços da commodity tiveram uma ligeira queda de US$ 2 e US$ 3 a tonelada, respectivamente, na semana, indo para US$ 449 e US$ 705,8 a tonelada na China e Europa. Para o BTG Pactual, no entanto, apesar de ter mostrado queda, o movimento mais ameno pode indicar que os preços podem estar caminhando para um fundo.

Os analistas do BTG seguem acreditando que os preços podem estar perto de um fundo e que pode ter uma recuperação nas próximas semanas. “As próximas semanas vão ser essências para determinar se essa reversão de tendência se confirma”, disseram.

BTG Pactual (BBTG11, 19,65, +6,22%)
As ações do BTG Pactual subiram em meio à duas notícias. O banco 
destacou em comunicado que a venda da Pan Seguros depende de aprovação da Caixa. O BTG informou que “está tempestivamente tomando as medidas necessárias para atender as condições precedentes, incluindo notificar formalmente a Caixa sobre as operações, em conformidade com o estipulado no acordo de acionistas vigente”.

Destaque ainda para a notícia de que uma decisão do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Teori Zavascki permite que o banqueiro André Esteves volte a trabalhar no BTG Pactual, banco que controlava até ser preso no âmbito da Operação Lava Jato. Segundo o advogado do banqueiro, Antonio Carlos de Almeida Castro, Teori  também revogou o “recolhimento domiciliar integral” (na prática, prisão domiciliar), e dispensou Esteves de se apresentar quinzenalmente à Justiça. O banco confirmou a suspensão da prisão domiciliar do ex-presidente do banco André Esteves. Procurado, o BTG não comentou a possibilidade de André Esteves retornar ao banco, após o levantamento das medidas cautelares do recolhimento domiciliar. 

BR Properties (BRPR3, R$ 9,90, +10,37%)
A GP Investments elevou a oferta pela BR Properties para R$ 11 por ação, o que fez as ações da companhia subirem forte. O novo valor se compara a R$ 10 por ação divulgado inicialmente e representa prêmio de 33% sobre preço de fechamento da BR Properties na data em que foi divulgada a intenção de realizar a oferta, segundo comunicado. A GP confirma o leilão da oferta para 11 de maio. A GP quer comprar no mínimo 112,8 milhões de ações ON e no máximo 172,4 milhões, elevando sua participação de 12% na BR Properties para até 58%. O BTG detém 15% da BR Properties e o Petros, 10%, entre outros acionistas.

Contax (CTAX3, R$ 13,88, +17,43%)
A empresa de call center Contax teve o seu rating elevado de RD para CCC pela agência de classificação de risco Fitch. O aumento foi, portanto, de 4 degraus (a nota da companhia passou direto pelos ratings C, CC e CCC-). 
O rating RD é dado apenas a emissores que tenham entrado em default de algum título ou empréstimo, mas não entrou em falência.  

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