Vale e MMX: ações perdem força no final do dia, seguindo a tendência do mercado

Ações ON e PNA da Vale fecharam com sinais opostos, enquanto os papéis da mineradora de Eike Batista subiram 1,4%

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SÃO PAULO – Após um começo de dia positivo, repercutindo o aumento das importações chinesas, as ações ON e PNA da Vale (VALE3, VALE5) e da MMX (MMXM3) perderam forças durante a tarde, acompanhando o movimento negativo do Ibovespa, e fecharam esta segunda-feira (11) com sinais opostos.

As ações preferenciais classe A da Vale terminaram o pregão com queda de 0,21%, cotadas a R$ 47,33, após terem subido 0,89% no intraday. Já os papéis VALE3 fecharam cotados a R$ 53,07, alta de 0,13%, desempenho modesto em relação à valorização de 1,08% alcançada durante o dia.

Por fim, os ativos da mineradora de Eike Batista, que chegaram a liderar o Ibovespa no intraday com alta de 3,89%, encerraram o pregão com variação positiva de 1,36% – 6ª melhor desempenho do índice -, cotados a R$ 11,20. Vale mencionar que as ações da MMX lideraram os ganhos do Ibovespa na última semana, acumulando alta de 9,62% no período.

Alta nas importações chinesas
O movimento de alta visto durante a manhã se deu em função do anúncio de avanço nas importações chinesas – um dos principais mercados consumidores das commodities destas empresas – durante o primeiro trimestre do ano. O órgão responsável pelo setor na China relatou que as importações totalizaram US$ 400,66 bilhões no primeiro trimestre de 2011, um salto de 32,6% na comparação com o mesmo período de 2010.

O valor foi guiado pelo aumento de importações de equipamentos mecânicos e elétricos, incluindo carros, minério de ferro e soja, somado ao fato de que o preço de todas as commodities avançaram. Este fato levou o país a registrar seu primeiro déficit comercial trimestral nos últimos seis anos, já que as exportações cresceram 26,5%, para US$ 399,64 bilhões.

Referências negativas pesam
O bom desempenho apresentado pela bolsa brasileira durante a manhã, que contrariava o movimento dos mercados internacionais, perdeu forças durante a tarde, com o Ibovespa conhecendo seu segundo fechamento negativo consecutivo nesta segunda-feira, com queda de 0,81%. Além do noticiário corporativo internacional, os investidores repercutiram a notícia de que o Japão voltou a registrar um tremor de 7,1 graus na escala Richter.

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Além disso, as commodities metálicas não conseguiram manter a tendência positiva vista na última sexta-feira, quando o Goldman Sachs Commodity Index atingiu seu maior patamar em mais de dois anos. Embora o níquel e o estanho tenham registrado alta de 0,45% e 0,14%, respectivamente, o movimento foi predominantemente negativo, com destaque para o alumínio (-1,14%) e o cobre (-0,5%).