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SÃO PAULO – O Ibovespa avança 1,79%, a 56.076 pontos, por volta das 13h30 (horário de Brasília) desta terça-feira (9), acompanhando os mercados internacionais que são estimulados pelo bom resultado trimestral apresentado pela Alcoa e pela desaceleração na inflação chinesa.
As surpresas positivas com o cenário externo leva a Vale (VALE3, +4,50%, R$ 36,26; VALE5, +4,40%, R$ 34,14) – cujas ações preferenciais possuem a segunda maior participação na carteira teórica do Ibovespa, de 8,05% – a registrar forte valorização na bolsa. Na máxima do dia, os papéis ordinários da mineradora atingiram valorização de 4,52%, a R$ 36,27, enquanto os preferenciais avançaram 4,43%, a R$ 34,15.
No mesmo sentido, os papéis da Bradespar (BRAP4), holding controladora da Vale, registravam no mesmo horário alta de 5,62%, sendo cotados a R$ 27,50 – próximo ao patamar máximo do dia de alta de 5,54%, a R$ 27,44.
Além dos dados internacionais, os papéis da Vale refletem a informação de que a mineradora recebeu a licença ambiental que faltava para o Píer IV do terminal marítimo de Ponta da Madeira, no Maranhão, projeto que permitirá a expansão da capacidade de escoamento de minério de ferro da principal mina da companhia, a de Carajás.
Graça Foster estuda parceria com EBX; Petrobras dispara
Maria das Graças Foster, presidente da Petrobras (PETR3; PETR4), confirmou que a estatal estuda parceria com o grupo EBX – noticiou o Broadcast do grupo Estado de S. Paulo -, de Eike Batista – após os rumores que haviam impulsionado as ações das empresas do mundo “X” na última segunda-feira (8). A ideia é que a Petrobras utilize o Porto de Açu como apoio logístico aos campos de petróleo na Bacia de Campos.
Os papéis da petrolífera vão mostrando forte desempenho de alta nesta sessão, com os prospectos de solução dos problemas logísticos. As ações ordinárias sobem 5,13%, atingindo os R$ 16,82, enquanto os preferenciais apresentam alta de 3,73%, aos R$ 18,06.
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Em reflexo à confirmação, as ações da LLX Logística (LLXL3) lideram as altas do índice com alta de 9,84%, a R$ 2,12. Os papéis da OGX Petróleo (OGXP3) registram alta de 0,60%, a R$ 1,69, enquanto a OSX Brasil (OSXB3) – também fortemente ligada ao setor petrolífero – sobem 2,49%, aos R$ 3,71. MMX Mineração (MMXM3) sobem 2,43%, aos R$ 2,11, ao passo que a MPX Energia (MPXE3) sobem 0,74%, aos R$ 9,45.
Pão de Açúcar zera perdas após leilão; volume atinge R$ 1 bi
O empresário Abilio Diniz realizou na manhã desta terça-feira um leilão de venda de ações preferenciais que possui do Pão de Açúcar (PCAR4). Com esta venda, as ações PCAR4 lideravam as perdas do Ibovespa, com queda de 2,31%, a R$ 105,50, às 11h53. As ações entraram em leilão às 10h59.
Os papéis, contudo, voltaram a ser negociados às 12h10 (horário de Brasília) com uma queda mais amena de 0,74%, e volume financeiro de R$ 1,042 bilhão. Antes da operação, o giro financeiro era de R$ 91,3 milhões. Já por volta das 13h12, os ativos PCAR4 já operavam praticamente estáveis em relação ao fechamento anterior.
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Foram vendidas 7.964.741 ações preferenciais da varejista, a um preço entre R$ 104,50 e R$ 107,15. O montante representa 4,86% dos papéis PN da empresa e 21,9% do total das ações que Abilio detinha na empresa antes do leilão. Com a operação, Abilio passa a ter 28.311.660 ações, o equivalente a 10,76% do capital da empresa.
A venda dos papéis ocorre no dia em que Abilio Diniz deve ser eleito presidente do conselho da BRF (BRFS3) – empresa resultante da fusão entre Sadia e Perdigão em 2009 -, maior empresa alimentícia do País e maior fornecedora do Pão de Açúcar.
BTG recomenda compra de Rossi; ações sobem
A maior alta do Ibovespa do mês, com ganhos de 20%, as ações da Rossi Residencial (RSID3) seguem com forte valorização nesta terça-feira. Os papéis registram alta de 4,48%, a R$ 3,73.
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Na esteira da reestruturação dos negócios da companhia, as ações registram forte alta em meio à elevação da recomendação pelo BTG Pactual, passando de neutro para compra. No dia 2 de abril, logo após a divulgação do plano estratégico da Rossi, o Itaú BBA havia elevado a recomendação para os papéis da companhia.
De acordo com os analistas do BTG, Marcello Milman e Gustavo Cambauva, os papéis da Rossi são um dos mais baratos do setor, ainda mais em um cenário em que buscará por maior rentabilidade e alavancagem. ”Dentre todas as construtoras brasileiras que estão mudando o seu curso, acreditamos que a Rossi será uma das primeiras a mostrar resultado concreto, gerando mais dinheiro com as suas operações em 2013″, apontam, levando assim à melhora das margens.
CCR cai após redução na tarifa do pedágio
Com a notícia de que o governo do estado de São Paulo negocia a redução na tarifa do pedágio, as ações das concessionárias CCR Rodovias (CCRO3) figuram no campo negativo durante todo o pregão desta terça-feira.
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Os papéis da concessionária recuam 1,79%, cotados a R$ 20,26, e atingiram na mínima do dia cotação de R$ 20,25, indicando queda de 1,89% em relação ao pregão anterior.
O analista Renato Hallgreen, do BB Investimentos, avalia que a ação tem subido bem neste ano, com alta de 3,14% neste mês e 4,58% no ano. “A empresa apresentou um bom resultado trimestral e mostrava consistência na valorização até o anúncio da redução”, diz Hallgreen. O anúncio ainda gera dúvidas quanto à forma que será adotada para a redução, mas alguns detalhes já foram acertados. Segundo notícia do jornal Folha de S. Paulo, a CCR repassaria valor menor da arrecadação ao Estado.
Aliansce adquire 40% de shopping em Fortaleza
Além disso, a Aliansce (ALSC3, +0,04%, R$ 23,01) anunciou acordo para aquisição de 40% do Shopping Parangaba, localizado na cidade de Fortaleza, CE. O shopping possui 31.873 m² de ABL (Área Bruta Locável) e será inaugurado no quarto trimestre de 2013. Com isso, o total da ABL da companhia passará a ser de 450.781 m², incluindo 3 projetos greenfield, todos com inauguração prevista para 2013.
Para o analista de construção civil do Itaú, David Lawant, o acordo é positivo, já que a empresa mostra que segue executando seu cronograma de fusões e aquisições. A empresa entra em uma cidade com pouca competição entre as companhias listadas no setor de shoppings e aumenta sua exposição ao mercado nordestino, avalia o analista.