Destaques da Bolsa

Vale e bancos azedam com exterior; Petrobras oscila, Fleury sobe e Sabesp cai 3%

Confira os destaques desta segunda-feira (15)

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Fleury (FLRY3, R$ 18,55, +3,29%)
As ações da Fleury sobem forte em meio à notícia do jornal O Estado de S. Paulo de que a Tarpon está em estágio avançado de conversas com a Core para adquirir o Fleury. Depois de tentativa frustrada de se unir ao laboratório mineiro Hermes Pardini, no ano passado, em uma operação costurada pela gestora Gávea Investimentos, o Grupo Fleury, uma das maiores companhias de medicina diagnóstica do País, voltou a negociar a entrada de um investidor para o seu negócio.

Gestoras nacionais, como a Tarpon, e estrangeiras, como Advent, KKR, além da Temasek, empresa de investimento do governo de Cingapura, e do fundo soberano do mesmo país, o GIC, estariam em conversas com a Core Participações, maior acionista do Fleury, apurou o jornal.

Petrobras (PETR3, R$ 14,14, -0,28%; PETR4, R$ 13,00, -0,08%)  
As ações da Petrobras registram leve alta após abrirem em baixa, em novo dia de noticiário para a companhia. A empresa teve sua recomendação e preço-alvo elevados pelo JPMorgan para overweight (exposição acima da média do mercado) e para R$ 18,00 por ação, respectivamente, com o cenário grego pesando negativamente. 

Por outro lado, em entrevista ao jornal Valor Econômico, em entrevista ao jornal Valor Econômico desta segunda-feira (15), o professor da Stern School of Business e considerado o “papa do valuation”, Aswath Damodaran, destacou um cenário bastante desolador para a Petrobras. “A Petrobras está além da redenção”, afirmou o professor, fazendo duras críticas ao governo brasileiro e à utilização das estatais como forma para promover interesses políticos. “A corrupção da Petrobras é só um sintoma. O grande problema é que, por décadas, a companhia tem sido exaurida em nome de objetivos políticos”, afirmou em entrevista por telefone ao jornal. 

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Vale e siderúrgicas
As ações de Vale e siderúrgicas registram queda de olho no cenário externo, em meio ao fracasso nas negociações da Grécia com os credores, mas também repercutindo novos dados ruins da China. Além disso, a cotação do minério de ferro no porto de Tianjin, na China, caiu 0,8%, cotado a US$ 64,50 a tonelada, enquanto o do porto de Qingdao registrou baixa de 1,35%, a US$ 64,25. 

Entre os dados macroeconômicos, os dados de venda de veículos da China vieram fracos e continuam a mostrar que o mercado está desacelerado e que vendedores continuam a dar grandes descontos. Já de acordo com o Financial Times, o ex-secretário do Tesouro Henry Paulson disse que a China corre um sério risco caso não acelere as reformas de suas empresas estatais. Os papéis da Vale (VALE3, R$ 20,67, -2,36%VALE5, R$ 17,48, -2,24%) têm queda de cerca de 2%, enquanto CSN (CSNA3, R$ 6,02, -1,79%), Gerdau (GGBR4, R$ 8,44, -1,86%) e Usiminas (USIM5, R$ 4,64, -1,28%) caem mais de 1%. 

No noticiário da Vale, a agência de classificação de risco Fitch Ratings informou o mercado, na noite da última sexta-feira (12), que afirmou os ratings em moeda estrangeira e local da companhia em ‘BBB+’. Já o rating da companhia em escala nacional permaneceu em ‘AAA(bra)’. A perspectiva sobre o risco dos investimentos é considerada estável pela agência.

“Os ratings se baseiam na posição de liderança da companhia como maior produtora mundial de minério de ferro de baixo custo”, justificaram os analistas da Fitch em comunicado ao mercado. No parecer, foi destacada a participação de mercado da companhia no comércio transoceânico de aproximadamente 22%, e em sua resiliente estrutura de capital.

Bancos
Após driblarem o noticiário negativo na semana passada e fecharem com leve alta, as ações de bancos caem nesta segunda-feira pressionadas pelo noticiário grego e a falta de um acordo com os credores da zona do euro. Os ativos do Santander Brasil (SANB11, R$ 15,88, -2,93%) lideram as perdas do setor, enquanto Bradesco (BBDC3, R$ 26,05, -1,96%; BBDC4, R$ 27,20, -2,05%), Itaú Unibanco (ITUB4, R$ 32,57, -1,90%) e Banco do Brasil (BBAS3, R$ 22,18, -1,42%)   

Embraer (EMBR3, R$ 24,26, +0,50%)
A Embraer diminui os ganhos após subir mais de 3% no início da sessão. A companhia
 anunciou 50 pedidos firmes para seus jatos de corredor único na feira de Paris nesta segunda-feira avaliados em um total de 2,6 bilhões de dólares. As encomendas, que também incluem dezenas de opções para mais jatos, vêm de companhias aéreas como a United Airlines, da United Continental Holdings, SkyWest e Colorful Guizhou, e da empresa de leasing Aircastle.

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Triunfo (TPIS3, R$ 3,74, +1,08%)
A Triunfo registra leve alta nesta sessão. A companhia informou em comunicado que o tráfego em rodovias do grupo caiu 6,8% nos primeiros cinco meses de 2015 na comparação com igual período do ano passado.  

Sabesp (SBSP3, R$ 16,78, -3,67%)
As ações da Sabesp registram uma das maiores quedas nesta sessão. A Fiesp entrou com pedido de liminar contra o reajuste de 15,24% nas contas da Sabesp, segundo informações do jornal Valor Econômico, alegando que o reajuste extraordinário é ilegal.  Em resposta à liminar, a companhia informou que o reajuste obedeceu a preceitos legais. 

Rumo (RUMO3, R$ 1,32, +1,54%)
As ações da Rumo chegaram a cair 2,31% nesta sessão, mas logo viraram para alta e sobem mais de 1%. Os acionistas da companhia aprovaram, por unanimidade, em assembleia geral extraordinária, o grupamento das 2,99 bilhões de ações ordinárias da empresa, na proporção de dez para uma.

Em 29 de maio, a administração da empresa propôs a operação, visando adequar a faixa de preço das ações e a redução da volatilidade dos papéis. 

Totvs (TOTS3, R$ 39,25, +1,26%)
A Totvs vê seus papéis registrarem leve alta. A companhia comunicou que o Conselho de Administração elegeu Rodrigo Kede Lima ao cargo de Diretor-presidente,  em consonância com o plano de sucessão de Laércio Cosentino, fundador da Companhia, que continuará como Diretor Executivo Chefe (CEO) durante um período de transição de até 3 anos. Também nesta data, portanto, Laércio Cosentino renunciou ao mandato de Diretor-presidente. 

Pine (PINE4, R$ 4,71, -4,85%)
As ações do Banco Pine registram forte queda, após a agência de classificação de risco Standard & Poor’s rebaixar o rating na escala global do banco Pine (PINE4) de BB+ para BB e na escala global de brAA para brA+. As métricas de qualidade de crédito do banco sofreram deterioração nos últimos seis meses e não estão mais acima da média dos concorrentes do próprio histórico do banco, afirma a S&P.  

Elétricas
O dia também é de baixa para as empresas de energia elétrica, com destaque para a Cemig (CMIG4, R$ 13, -2,48%), Copel (CPLE6, R$ 32,33, -2,24%) e Eletrobras (ELET3, R$ 6,41, -0,77%; ELET6, R$ 9,30, -0,75%).  Em evento em São Paulo, o secretário-executivo do Ministério de Minas e Energia (MME), Luiz Eduardo Barata, afirmou que as empresas de geração hidrelétrica deverão aumentar seu déficit financeiro no segundo semestre em função da forma como distribuíram a energia comercializada ao longo do ano. 

Segundo ele, o governo tem conversado com associações do setor para negociar uma solução. “Vamos buscar fazer com que ninguém saia perdendo demais”, disse Barata. O assunto está em discussão em audiência pública na Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

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(Com Reuters)