Vale desaba 5%, Petrobras e siderúrgicas caem e Oi vira para queda de 8%

Petrobras caía 2% depois de chegar a recuar mais de 3% na mínima do dia, enquanto frigoríficos e bancos acentuavam alta

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SÃO PAULO – Penalizados durante toda a manhã pelo derretimento das commodities, o Ibovespa respirava por volta das 13h14 (horário de Brasília) e registrava ganhos de 0,43%, a 48.243 pontos, enquanto as ações da Petrobras, que chegaram a cair mais de 3%, minimizavam as perdas também. Já a Vale, que opera no vermelho durante todo o dia, registrava desvalorização superior a 4%. 

Ajudava no movimento de “alívio” do Ibovespa a alta dos bancos, com as ações do Itaú Unibanco (ITUB4, R$ 34,52, +1,86%) e Bradesco (BBDC3, R$ 35,13, 3,17%; BBDC4, R$ 35,75, +2,29%), que operavam próximos as máximas do dia. Esses papéis possuem atualmente o maior peso na carteira teórica do Ibovespa, de 11% e 8,5%, respectivamente. O Banco do Brasil (BBAS3, R$ 22,71, +3,13%) também subia mais de 3%.   

Ainda na ponta positiva, destaque para as ações da Souza Cruz, que disparavam mais de 5% e seguia para terceira alta seguida em meio à elevação de recomendação, enquanto os frigoríficos voltavam a subir, com as ações da Marfrig (MFRG3, R$ 5,45, +5,01%) e JBS (JBSS3, R$ 10,50, +3,45%). Além disso, a Cosan (CSAN3, R$ 25,97, +4,72%) avançava forte pelo segundo dia com rumores sobre o retorno do Cide. (Veja mais sobre Cosan clicando aqui).

Confira os principais destaques da Bolsa nesta quarta-feira:

Petrobras (PETR3, R$ 8,66, -1,93%; PETR4, R$ 8,84, -1,78%)
As ações da Petrobras voltam a cair forte hoje após um respiro na véspera em meio ao noticiário tumultuado da estatal. Nesta madrugada, o ex-diretor da área internacional da empresa Nestor Cerveró foi preso ao desembarcar no aeroporto internacional Antonio Carlos Jobim (Galeão) no Rio de Janeiro.

Ainda sobre a companhia, fontes disseram à Bloomberg que a companhia deverá divulgar seu resultado auditado do terceiro trimestre no dia 30 de janeiro. Também no radar o Broadcast, serviço em tempo real da Agência Estado, apurou que a Cide (Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico) já poderá ser definida na semana que vem, na tentativa de recompor receitas.   

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Vale (VALE3, R$ 21,40, -4,93%; VALE5, R$ 18,99, -4,81%)
As ações da Vale desabam hoje em meio à derrocada das commodities após o Banco Mundial reduzir a projeção de crescimento global para 2015 por conta de demanda fraca por matérias-primas. O cobre renova sua mínima em cinco anos, a US$ 5.353,25 a tonelada, em continuidade da queda do petróleo, e já afeta hoje moedas e bolsas. Além disso, o Citi cortou hoje suas projeções para minério de ferro e carvão. Além da Vale, as ações da Bradespar (BRAP4, R$ 13,77, -4,44%), que detém participação na mineradora, também caem forte hoje.  

Siderúrgicas
As ações do setor de siderurgia caem forte em reflexo à derrocada dos preços das commodities, que ajudam a empurrar os mercados para baixo hoje. Destaque para as ações da Gerdau (GGBR4, R$ 8,73, -4,07%), Metalúrgica Gerdau (GOAU4, R$ 10,16, -4,15%), CSN (CSNA3, R$ 4,93, -2,57%) e Usiminas (USIM5, R$ 4,14, -1,90%). O Bradesco BBI atribui hoje recomendação market perform (desempenho em linha com a média) para as ações da CSN.   

Oi (OIBR4, R$ 5,17, -8,17%)
As ações da Oi viraram para forte queda após ter chegado a subir 10% em dia marcado pela expectativa da reunião de acionistas. Investidores esperavam pela manhã que a venda da PT Portugal à Altice será aprovada na próxima assembleia geral, o que reforçará a posição financeira da brasileira Oi, na qual a PT SGPS tem uma fatia de 25,6%. Lá fora, as ações da Portugal Telecom SGPS, que chegaram a disparar 13,57% na Bolsa de Lisboa, viraram para queda de 2%. Analistas procurados pelo InfoMoney não souberam explicar o movimento de virada das ações.

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Embraer (EMBR3, R$ 21,77, -3,76%)
As ações da Embraer caem forte hoje. Embora tenha apresentado ontem à noite dados favoráveis de entrega no quarto trimestre, a companhia divulgou nesta manhã que reviu sua projeção de fluxo de caixa livre em 2014 de levemente positiva em dois dígitos para negativa da ordem de US$ 400 milhões – ofuscando todos os efeitos positivos que gerariam os dados de entrega, conforme comentou o Bradesco BBI e BTG Pactual, que reiterou recomendação de compra. 

A companhia informou na véspera que entregou 30 jatos comerciais e 52 executivos no quarto trimestre do ano passado. Em 2014, as entregas da companhia somaram 92 unidades da aviação comercial e 116 na executiva.  

Eletrobras (ELET3, R$ 5,54, +0,36%; ELET6, R$ 7,98, +1,53%)
Em dia negativo no mercado, as ações da Eletrobras conseguem se salvar e aparecem entre as maiores altas do Ibovespa, caminhando para seu terceiro pregão seguido de ganhos. Os papéis da Cesp (CESP6, R$ 25,54, +2,12%) e CPFL Energia (CPFE3, R$ 18,79, +3,58%) também conseguiam se segurar no campo positivo. 

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O governo quer renegociar o prazo de empréstimo a distribuidoras, passando de dois para quatro anos, disse a Folha. O empréstimo foi acertado com o governo no ano passado, em um total de R$ 17,8 bilhões, com bancos públicos e privados para socorrer as distribuidoras, que seriam repassados para as tarifas nos prazos de pagamento dos empréstimos em 2015 e 2016. Agora, porém, com a decisão do governo de não mais socorrer o setor com recursos do Tesouro, as tarifas de energia vão subir mais do que o previsto, então para atenuar o impacto, a saída encontrada seria aumentar o prazo dos empréstimos, apontou a publicação.  

Sabesp (SBSP3, R$ 15,42, -1,15%)
As ações da Sabesp caminham para sua quarta sessão consecutiva, aparecendo neste momento entre as maiores quedas do Ibovespa. A Justiça suspendeu ontem a cobrança de multa que seria aplicada pela Sabesp e poderia chegar até 100%, quem consumisse acima do volume médio entre fevereiro de 2013 e janeiro de 2014 por consumo excessivo de água em São Paulo. A Justiça informou que para aplicar a multa o governo do estado de São Paulo precisa decretar racionamento de água. 

Souza Cruz (CRUZ3, R$ 20,64, +5,04%)
A Souza Cruz teve a classificação elevada para overweight (desempenho acima da média) hoje pelo JPMorgan Chase.  

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Educacionais 
As ações do setor de educação voltam a cair forte hoje mesmo com analistas reforçando nos últimos dias que essa desvalorização tem sido exagerada desde que foi anunciado ajustes no FIES (programa de financiamento estudantil), no final do ano passado. Destaque para Kroton (KROT3, R$ 12,95, -0,38%), Anima (ANIM3, R$ 23,27, -1,44%) e Ser Educacional (SEER3, R$ 17,86, -1,60%). A exceção fica com a Estácio (ESTC3, R$ 17,70, +2,14%), que opera em alta hoje.

Nesta manhã, o Banco Fator Corretora elevou a Kroton para sua “top pick”, com recomendação overweight (desempenho acima da média), mesmo classificação atribuída para a Ser Educacional e Estácio, enquanto a Anima foi cortada para equal weight (desempenho em linha com a média).

BRF (BRFS3, R$ 62,48, +2,88%)
A BRF teve sua recomendação elevada pela corretora americana Miller Tabak de manutenção para compra, com preço-alvo de R$ 28, citando melhora do cenário de exportações criando ponte para crescimento de alimentos processados em 2016.  

Pão de Açúcar (PCAR4, R$ 91,03, -2,33%)
O Grupo Pão de Açúcar registrou avanço de 16,2% na receita líquida do quarto trimestre sobre igual período do ano passado. De outubro a dezembro, a receita líquida da companhia somou R$ 19,66 bilhões, contra expectativa de analistas de R$ 19,5 bilhões, conforme analistas consultados pela Reuters. 

Direcional (DIRR3, R$ 7,09, -2,74%)
A Direcional teve sua recomendação cortada pelo Bradesco BBI de overweight (desempenho acima da média) para market perform (desempenho em linha com a média), com preço-alvo de R$ 12,00 para os próximos doze meses. Essa é a quarta queda seguida dos papéis, que operam próximos a mínima histórica, alcançado ontem.