Vale: Citigroup analisa recuo das exportações em maio e crê na retomada europeia

Declínio se explica por retração da oferta, dados fretes elevados; demanda da Europa deve se recuperar no segundo semestre

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SÃO PAULO – Em relatório de atualização de estimativas, o Citigroup discorre sobre o horizonte operacional da Vale (VALE3, VALE5), após o volume de exportações na primeira quinzena de maio ter mostrado leve retração em relação aos mesmos quinze dias do mês anterior.

Conforme o banco norte-americano, a desaceleração no início deste mês pode ser explicada por: variação normal mês a mês; retração da oferta pela mineradora brasileira, dados os aumentos dos custos de frete marítimo no decorrer deste mês; redução da demanda chinesa ou enchentes em Carajás.

Fretes crescem

“As taxas atuais de frete entre Brasil e China estão em US$ 26,00 por tonelada, comparados com US$ 18,00 por tonelada em abril”, ressaltam os analistas, justificando tal incremento pelas importações crescentes de minério de ferro na China.

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Como evidência, vale ressaltar que o índice The Baltic Dry, responsável por mensurar os custos de transporte marítimo para as commodities, marcou a décima terceira alta consecutiva neste pregão e atingiu o maior patamar dos últimos sete meses – o que se explica em parte pelas crescentes exportações australianas.

De volta para a Europa

Nas linhas finais, o Citigroup olha para o horizonte da demanda global por minério de ferro. “A demanda da China deverá declinar nos próximos meses, caso a produção siderúrgica desacelere-se”, completam os analistas, prevendo ainda que as exportações para a Europa provavelmente apresentarão crescimento no segundo semestre deste ano, em especial da Arcelor-Mittal.