Tempo Real

Vale cai e Petrobras ameniza alta; BR Pharma dispara 14% com rumor de venda de ativos

Confira os principais destaques de ações da Bovespa nesta quinta-feira

11h06: Brasil Pharma (BPHA3, R$ 5,60, +14,29%)
As ações da small cap Brasil Pharma disparam nesta manhã após notícia de O Estado de S. Paulo de que a companhia vendeu fatia de 40% na Beauty’in. 

11h05: Petrobras (PETR3, R$ 9,79, +0,62%; PETR4, R$ 7,68, +1,06%)
As ações da Petrobras amenizam ganhos nesta manhã, mas ainda tentam corrigir as perdas da véspera quando caíram forte apesar da disparada dos preços do petróleo. Hoje, no entanto, a commodity tem queda no externo. O contrato brent caía 1,03%, a US$ 39,43 o barril, depois de ter subido 5% ontem. 

No radar da companhia, segundo informações do jornal Valor Econômico, citando relatórios sigilosos da Petrobras, a estatal teria aprovado investimento de US$ 26 bilhões em uma refinaria e dois polos petroquímicos mesmo sabendo que jamais dariam retorno. Quando foram feitos os primeiros estudos de viabilidade para o Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), a Refinaria Abreu e Lima (Rnest) e a Petroquímica de Suape, as avaliações da Petrobras demonstravam que todas as obras teriam valor negativo – os resultados futuros não remunerariam os bilhões investidos, diz o jornal. O Comperj e Rnest foram inseridas no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), concebido em 2007 como uma das principais vitrines políticas do governo federal. 

11h04: Vale e siderúrgicas 
As ações da Vale (VALE3, R$ 15,14, +0,46%; VALE5, R$ 11,52, +1,05%) viram para queda nesta manhã, após subirem quase 3% mais cedo, seguidas pelos papéis da Bradespar (BRAP4, R$ 6,09, -0,81%), holding que detém participação na mineradora. Já as siderúrgicas Gerdau (GGBR4, R$ 6,42, +2,72%), Metalúrgica Gerdau (GOAU4, R$ 2,39, +2,58%), Usiminas (USIM5, R$ 1,50, +3,45%) e CSN (CSNA3, R$ 7,82, +2,22%) mantêm movimento de alta nesta sessão, após forte queda na véspera.   

No noticiário, a Samarco, joint venture entre a Vale e BHP Billiton, não poderá voltar a operar até que cesse vazamento, segundo informações da Reuters. A autoridade ambiental de Minas Gerais avalia que a Samarco deverá encontrar uma solução para o problema nos próximos meses, mas ressaltou que a licença para a retomada das operações da empresa só será efetivamente liberada após o vazamento ser estancado. As controladoras da Samarco esperam que a mineradora volte a operar para gerar receita e arcar com os custos de indenizações bilionárias acertadas com o governo federal, como reparações pelo vazamento, considerado o maior desastre ambiental do Brasil.

10h56: Rumo (RUMO3, R$ 2,93, -9,85%)
As ações da Rumo desabam após informações do Valor de que a empresa pode ter que pagar um valor superior a R$ 300 milhões à Agrovia. Segundo o jornal, o embate comercial de vários anos entre a Rumo e sua cliente Agrovia está chegando ao fim. O tribunal de arbitragem de uma câmara em São Paulo, onde a causa foi parar em 2013, deu ganho de causa à Agrovia. Porém, ainda falta definir o cálculo final do ressarcimento a ser feito pela Rumo à empresa. Um fonte, no entanto, disse ao Valor que a indenização pode ser superior a R$ 300 milhões. 

10h48: BTG Pactual (BBTG11, R$ 16,94, +0,83%)
O comitê especial de investigação do BTG Pactual não encontrou indícios para basear alegações de corrupção ou atos ilícitos praticados pelo ex-diretor André Esteves ou por empregados do grupo, segundo comunicado enviado ao mercado. O comitê foi criado em dezembro de 2015 para investigar alegações de corrupção e ilícitos relacionados à prisão de André Esteves em novembro de 2015, na Operação Lava Jato. Segundo o comunicado, o banco fez doação de R$ 1 milhão ao Instituto Lula após fim do mandato do ex-presidente e o contratou para três palestras, a US$ 200 mil cada, dentro da regularidade.  

10h31: JBS (JBSS3, R$ 9,90, +0,10%)
O resultado do 1° trimestre da JBS deve apresentar perda de até R$ 5 bilhões em hedges cambiais, disse uma pessoa a par do assunto que pediu para não ser identificada à Bloomberg. Em 2015, a empresa registrou ganho de R$ 10,6 bilhões com operações de hedge contra a desvalorização do real. Segundo a fonte, a JBS liquidou cerca de US$ 2,5 bilhões dos US$ 12 bilhões que mantinha em contratos de hedge para evitar prejuízos adicionais nesse trimestre.  

10h23: Oi (OIBR4, R$ 1,05, +0,96%)
Segundo informações de O Estado de S. Paulo, o governo descarta ajuda financeira à operadora Oi. A situação da companhia segue extremamente complicada, com uma dívida líquida de R$ 43 bilhões e um Ebitda abaixo de R$ 8 bilhões, o que leva a uma alavancagem de 5,4 vezes, que deve seguir se elevando, comentaram os analistas da XP Investimentos. Eles seguem céticos com o ativo, que necessita de um aumento de capital ou a busca para um comprador ou mesmo venda de ativos para os outros três players do mercado: TIM, Claro e Vivo. 

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10h16: BM&FBovespa e Cetip
Os conselhos de administração da Cetip (CTIP3, R$ 41,24, +0,39%) e da BM&FBovespa (BVMF3, R$ 15,01, +0,33%) devem aprovar, nesta quinta-feira, a proposta de fusão entre as companhias, apurou o Broadcast, serviço de notícias em tempo real da Agência Estado. Segundo fontes, os dois grupos devem se reunir para tratar da proposta feita pela bolsa à depositária. Com isso, as empresas estão muito próximas de combinar seus negócios e criar uma nova empresa com valor de mercado de cerca de R$ 40 bilhões. 

Para a transação se concretizar, depois do aval dos conselhos, a combinação das atividades das empresas deverá ser aprovada em assembleia de acionistas. Como todo o processo de fusão ou aquisição do setor, posteriormente terá de passar pelo crivo do Banco Central (BC), da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

10h04: Papel e celulose
As ações do setor de papel e celulose Suzano (SUZB5, R$ 11,38, +1,70%) e Fibria (FIBR3, R$ 30,38, +1,06%) sobem nesta quinta-feira, em meio à alta do dólar frente ao real. O contrato futuro do dólar marcava alta de 0,64%, a R$ 3,693, nesta manhã.  

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