Vale bate mínima desde agosto e puxa queda do Ibovespa

Índice bem que tentou se recuperar após dados de emprego animadores nos EUA, mas ações da mineradora e siderúrgicas aumentam perdas e pressionam

Publicidade

SÃO PAULO – O Ibovespa bem que tentou apontar para recuperação após a divulgação dos dados positivos de emprego nos EUA, com criação de vagas acima do esperado em fevereiro. Logo após a publicação dos números, o índice zerou as perdas registradas na abertura, mas logo virou para perdas, pressionado por Vale (VALE3, -2,83%, R$ 30,85; VALE5, -2,31%, R$ 27,46) e siderúrgicas. As ações da mineradora caíam para seu menor patamar desde agosto do ano passado, com desvalorização nesta sessão superior a 2%.

Logo após a abertura das bolsas norte-americanas, às 11h30 (horário de Brasília), o índice passou a registrar maiores perdas, que se estendiam até agora. Às 13h56 (horário de Brasília), o índice recuava 0,60%, a 46.910 pontos. 

A CSN (CSNA3), após um movimento de recuperação na véspera, voltou a registrar perdas, com mercado ainda repercutindo o balanço da companhia, divulgado há uma semana. A CSN teve um prejuízo líquido de R$ 487,096 milhões no quarto trimestre de 2013, ante lucro líquido de R$ 316,137 milhões registrados no mesmo período do ano passado. Usiminas (USIM5) têm perdas de 2,49%, a R$ 9,39, enquanto a Gerdau (GGBR4) vê os ativos caindo 1,94%, a R$ 1,96.

Além disso, chama a atenção os papéis da Vale, que veem seus papéis ON caírem 2,14% e os ativos PNA terem baixa de 1,85%, a R$ 27,59. Vale ressaltar que, na véspera, o Citi reduziu as expectativas para os preços do minério de ferro em 2014, para US$ 113 a tonelada e mostrando maior pessimismo em relação à mineradora, apesar de seguir com recomendação de compra para os ADRs (American Depositary Receipts). Por outro lado, a volatilidade das ações da Petrobras (PETR3, R$ 12,87, -0,46%; PETR4, R$ 13,50, +0,52%), que já oscilaram entre queda de cerca de 1% e alta de 2% apenas nesta sessão, contribui para que o benchmark da bolsa diminua ou aumente as perdas. 

Desta forma, a bolsa brasileira voltou a cair após um certo ânimo com os dados dos EUA, quando chegou a subir 0,27%. Os EUA criaram 175 mil em fevereiro, acima da expectativa do mercado, que esperava a criação de 140 mil vagas. Por outro lado, a taxa de desemprego subiu de 6,6% para 6,7%, ante uma expectativa de uma leve queda da taxa de desemprego de 6,6% para 6,5%. A alta da taxa de desemprego, apesar de parecer primeiramente ruim para os EUA, é positivo, uma vez que indica que mais americanos estão à procura de emprego.

Cabe destacar ainda a alta do dólar, que ganhou forças e opera com alta de 0,90%, a R$ 2,34, logo após a divulgação dos dados norte-americanos, que sinalizam melhora na economia dos EUA e pode dar mais sinais sobre um aumento na taxa de juros do país, tornando mais atrativo os investimentos na maior economia do mundo. 

Continua depois da publicidade

Destaque ainda para os dados da balança comercial do país de janeiro, que registrou uma alta do déficit em 0,3%, para US$ 39,1 bilhões, abaixo do esperado por analistas consultados pelo Market Watch. 

Ucrânia segue no radar
Além dos indicadores dos EUA, a crise na Ucrânia segue no radar dos mercados. Os presidentes dos Estados Unidos, Barack Obama, e da Rússia, Vladimir Putin, mantiveram nesta data conversa telefônica durante cerca de uma hora sobre a situação na Ucrânia. A conversa ocorreu horas depois de os EUA terem começado a impor sanções a dirigentes russos.

Em nota, a Casa Branca informou que “o presidente Obama disse que as ações da Rússia eram uma violação à soberania e integridade territorial da Ucrânia”, que provocaram várias “ações de resposta” dos Estados Unidos, “em coordenação com os parceiros europeus”. Também em nota, o Kremlin informou que Putin disse a Obama que as relações entre os dois países não deveriam ser prejudicadas pelos desacordos sobre a Ucrânia. 

Continua depois da publicidade

(Com Agência Brasil)