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11h06: Petrobras (PETR3, R$ 9,31, +0,76%; PETR4, R$ 7,63, +0,39%)
As ações da Petrobras ensaiam alta após três quedas, com leve alta dos preços do petróleo no mercado internacional. Lá fora, o petróleo brent sobe 0,49%, a US$ 47,04 o barril. Ontem, a estatal confirmou para 12 de novembro a divulgação de seu resultado do terceiro trimestre, após o fechamento do pregão.
Ainda no radar, a Petrobras ameaça cortar fornecimento para a Eletrobras, que continua atrasando pagamentos de uma dívida com a estatal de mais de R$ 11 bilhões, segundo informações do Estado. A empresa de energia elétrica não estaria conseguindo honrar repactuação acertada em agosto deste ano de R$ 3,3 bilhões em dívidas – programadas para serem pagas em 18 parcelas mensais.
10h45: Construtoras
O dia traz notícia positiva para construtoras expostas ao programa habitacional do governo “Minha Casa, Minha Vida”, que na Bolsa são as ações da MRV Engenharia (MRVE3, R$ 7,28, +0,69%) e Direcional (DIRR3, R$ 3,71, +1,64%).
O conselho curador do FGTS aprovou a elevação do valor máximo dos imóveis que serão financiados com recursos do fundo na terceira etapa do “Minha Casa, Minha Vida”. Entre as mudanças, o BTG Pactual destacou o aumento do preço das unidades por região e aumento do valor máximo subsidiado para faixas 2 e 3 para R$27.500/unidade (ante R$ 25.000/unidade). Segundo o banco, a notícia é positiva, especialmente para as empresas com exposição às faixas 2 e 3 do programa, como Direcional e MRV. Visão também compartilhada pelos analistas da XP Investimentos, embora tenha mencionado que segue cética com o setor.
As outras mudanças anunciadas foram validadas, mas já tinham sido antecipadas pelo Ministro das Cidades em setembro, como criação do Faixa 1,5, aumento dos limites de renda (nas 3 faixas) e ajuste das taxas de juro para as faixas 2 e 3. Essas mudanças são validas somente para novos projetos do “Minha Casa, Minha Vida” fase 3, que pretende ser lançado ainda este ano.
10h37: Lojas Marisa (AMAR3, R$ 6,94, +2,06%)
A Lojas Marisa ampliou prejuízo em 46,6% no terceiro trimestre, para R$ 27 milhões. Com resultado operacional (Ebit) negativo em R$ 2,5 milhões, a companhia foi impactada por despesas financeiras líquidas de R$ 36,8 milhões, contra resultado líquido negativo de R$ 26 milhões no terceiro trimestre do ano passado, avanço de 41,4%.
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Segundo o BTG Pactual, o resultado veio fraco, de novo, mas com destaque para melhora de margem bruta, que mostrou crescimento de 2,5 pontos-base, para 44,8%, e corte de despesas gerais e administrativas de 1,2% na comparação anual, ajudado pela base muito fraca no terceiro trimestre de 2014.
A XP Investimentos comentou que o cenário segue desafiador, com destaque para queda de 2,4% no segmento “mesmas lojas” no terceiro trimestre, quando comparado com o ano anterior, além do fechamento de quatro lojas no mês de outubro. Assim, embora a empresa tenha terminado o terceiro trimestre com 413 lojas, há atualmente 409 lojas em operação.
10h33: Ambev (ABEV3, R$ 19,59, -1,11%)
Especulações apontam que o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, está querendo aumentar o ICMS de cerveja de 18% para 25%. Segundo o BTG Pactual, certamente se essa noticia se concretizar será negativa para as ações da Ambev, dado que os analistas estimam que o estado São Paulo represente algo como 35% das vendas de cerveja da companhia, que por sua vez representa cerca de 50% das vendas totais.
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10h29: CCR (CCRO3, R$ 12,09, -1,71%)
A companhia de concessões de infraestrutura CCR teve queda de 28,6% no lucro líquido do terceiro trimestre na comparação anual, a R$ 247 milhões, em resultado em linha com a média das previsões de analistas e pressionado pelo aumento do custo de sua dívida.
A companhia obteve melhora no resultado operacional no período, mas o avanço de 67 por cento da despesa financeira, para R$ 365,8 milhões, levou a empresa a divulgar lucro menor. A média das previsões de analistas compiladas pela Reuters apontava lucro líquido de R$ 244 milhões.
Segundo o BTG Pactual, o resultado veio em linha, com impacto neutro, mas a recomendação ainda é de compra tendo em visto o cenário de longo prazo para a Selic.
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10h20: Vale (VALE3, R$ 16,64, -2,29%; VALE5, R$ 13,65, -2,36%)
As ações da Vale seguem forte queda pelo terceiro pregão seguido, acumulando queda de 8,8%. A derrocada dos preços do minério de ferro ofuscam hoje a elevação da recomendação das ações da companhia para compra pelo HSBC. O preço-alvo foi de R$ 22,60. Na mesma linha, a Bradespar (BRAP4, R$ 7,84, -2,00%), que também cai hoje, teve sua recomendação elevada para compra pelo banco, com preço-alvo de R$ 14,00.