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SÃO PAULO – As empresas parecem não ter se adaptado ao novo sistema de transferência eletrônica disponível (TED) instituída em no ano passado com a entrada em vigor do novo Sistema Brasileiro de Pagamentos.
Os números atuais contrariam as expectativas da Febraban (Federação Brasileira de Bancos) há cerca de um ano, quando a entidade estimava que a porcentagem de cheques compensados de valores acima de R$ 5 mil cairia de 80% para 20%. Em relação aos DOCs, o volume deveria cair mais rapidamente, de 50% para 3%, de acordo com a Febraban.
No entanto, o volume de transações deste tipo caiu 40% neste ano. Enquanto em dezembro do ano passado as operações somavam 1,322 milhão, em junho deste ano este número recuou para 803 mil.
Bancos baixaram tarifas
As TEDs são transferências efetuadas em tempo real para operações acima de R$ 5 mil, que substitui o DOC nas transações acima deste valor. A diferença entre os dois serviços é que no primeiro a compensação é em tempo real, portanto, mais rápida, enquanto no segundo o crédito leva pelo menos um dia para ser compensado.
Entretanto, apesar do estímulo deste tipo de transação, com tarifas mais baixas que as cobradas nas operações de DOC, a TED acabou perdendo para o bom e velho cheque. Isto porque as empresas, sobretudo as pequenas, passaram a utilizar o pagamento em cheque para valores superiores a R$ 5 mil, no lugar da TED.
A negociação com os bancos fez com que as empresas deixassem a TED de lado. Isto porque as instituições financeiras oferecem a seus clientes pacotes que reduzem as tarifas do cheque e DOC em até 20%. As negociações acabam atraindo mais os comerciantes que recebem um volume grande de cheques de valores baixos, mas pagam faturas elevadas aos seus fornecedores.