Uso de medicamentos genéricos não cresce entre baixa renda

Pesquisa mostra que o problema das regiões mais carentes é a falta de campanhas públicas favoráveis ao consumo

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SÃO PAULO – Ao contrário do que se pensa, o uso dos medicamentos genéricos está crescendo nas regiões do País onde prevalece maior poder aquisitivo e mais acesso à educação. O setor teve expansão de 49% em suas vendas, chegando a um total de US$ 284,2 milhões em comercializações.

“Nas regiões mais longínqüas e carentes, a falta de campanhas públicas favoráveis ao consumo dos produtos faz toda a diferença”, afirmou Vera Valente, diretora-executiva da Associação Brasileira das Indústrias de Medicamentos Genéricos (Pro Genéricos).

Segundo ela, é justamente a população mais carente que está deixando de consumir genéricos, o que é uma “incoerência”, tendo em vista que o preço é, em média, 45% menor do que o do produto de referência.

Estados

Para se ter uma idéia, o Estado do Rio de Janeiro possui a maior participação no mercado: 15,47% do total; seguido por Minas Gerais, com 13,93%; Santa Catarina, com 13,62%; Rio Grande do Sul, com 13,25%; Paraná, com 13,17%; e São Paulo, com 12,48%.

Norte e Nordeste

No Nordeste, a participação de todos os Estados ficou abaixo da média nacional. A maior delas é na Bahia, com 11,14%, e a menor, no Piauí, com 6,23%.

Mas a menor participação está mesmo na região Norte. No Acre, apenas 0,78% dos medicamentos comercializados é genérico.

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“Chegou o momento do mercado de genéricos começar a se desenvolver de forma mais equânime em todas as regiões do País. Se assim fosse, não tenho dúvida de que teríamos uma participação de mercado ainda mais relevante”, concluiu Vera, estimando que o setor atinja 20% de toda a comercialização de remédios no ano que vem.