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SÃO PAULO – Dois homens que operavam com bitcoin nos EUA foram acusados de lavagem de dinheiro nesta segunda-feira (27) após tentarem trocar US$ 1 milhão em dinheiro para bitcoins. Agentes federais em Nova York informaram que as acusações foram feitas contra Charlie Shrem e Robert Faiella, ambos operadores de bitcoins.
Os dois tentaram vender US$ 1 milhão para usuários no mercado negro da moeda virtual pelo site Silk Road, que foi desativado em setembro por autoridades norte-americanas. Segundo o documento de acusação, Shrem, 24, chefe executivo do site BitInstant.com, trocou dinheiro em bitcoins com Faiella, 52, que entrou no mercado negro sob o nome de BTCKing.
A denúncia diz que Shrem, além de saber dos negócios feitos por Faiella, também fazia parte do Silk Road, usando o site para comprar drogas, incluindo brownies de maconha. “Uau, Silk Road realmente funciona”, teria dito Shrem a um conhecido pelo bate-papo de um site.
“Quando bitcoins, assim como qualquer moeda tradicional, são lavados e usados para abastecer a atividade criminal, nós não temos escolha a não ser aplicar a lei”, afirmou Preet Bharara, procurador dos EUA em Manhattan, em um e-mail enviado à imprensa nesta segunda. “Vamos perseguir agressivamente aqueles que cooptarem novas formas de moeda para fins ilícitos”. Bahara afirmou que os promotores não estão indo atrás de bitcoins, mas sim se qualquer moeda, sendo que o problema é a forma como elas são utilizadas.
Segundo as autoridades norte-americanas, Shrem foi preso no domingo enquanto tentava embarcar no aeroporto internacional John F. Kennedy, em Nova York. Já Faiella foi apreendido nesta segunda em sua residência em Cape Coral, na Flórida.