Uso da capacidade instalada nas indústrias recua de 80% para 75%

Para gerente de Pesquisa, resultado é explicado pela alta da capacidade de produção e maturação de investimentos

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SÃO PAULO – A utilização da capacidade instalada das indústrias caiu, passando de 80%, nos três meses finais de 2007, para 75% nos três primeiros meses deste ano. O dado, que integra a Sondagem Industrial divulgada nesta terça-feira (29) pela CNI (Confederação Nacional da Indústria), é considerado importante, porque pode sinalizar ameaça à taxa de inflação do País.

“O resultado é um aparente paradoxo que pode ser explicado pelo aumento da capacidade de produção das indústrias com a maturação de investimentos”, ponderou o gerente de Pesquisa, Avaliação e Desenvolvimento da CNI, Renato da Fonseca.

Estoques

As empresas ajustaram os níveis de estoques no primeiro trimestre deste ano, aponta a pesquisa. O estoque efetivo-planejado ficou em 50,2 pontos nesta edição, ou seja, muito próximo do planejado (50 pontos).

O ajuste aconteceu por conta de uma redução dos estoques entre o último trimestre de 2007 e os primeiros três meses deste ano. O indicador de nível de estoque ficou em 49,7 pontos entre janeiro e março, ou seja, apresentou queda em relação ao período imediatamente anterior.

Produção e emprego

A produção passou de 59 pontos, no último trimestre do ano passado, para 52,2 pontos, de janeiro a março deste ano. No mesmo período do ano passado, o indicador foi de 51 pontos.

Já o emprego ficou em 53,1 pontos no trimestre de 2008 contra os 54,9 pontos obtidos nos últimos três meses de 2007. O índice é qualitativo e, por isso, embora o resultado da presente edição tenha ficado abaixo do da última, significa crescimento na comparação com outubro, novembro e dezembro do ano passado.

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É importante explicar que, na sondagem, os indicadores podem variar entre zero e 100 pontos, sendo que pontuação inferior a 50 denota expectativa ou crescimento negativo, ao passo que, acima disso, a expectativa e o crescimento são positivos.

Expectativa

Os empresários estão confiantes e apostam em aumento expressivo da demanda nos próximos seis meses. De acordo com a pesquisa, o item ficou com 62,2 pontos, isto é, 12,2 pontos acima da linha indicadora de otimismo. Na última sondagem, divulgada em janeiro, esse indicador foi de 59,4 pontos.