Usiminas, Gerdau ou CSN: qual ganharia mais com aumento de tarifas de importação do aço?

Governo e siderúrgicas discutem um possível aumento nas tarifas de importação para produtos siderúrgicos; Usiminas ganharia mais

Felipe Moreira

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O Itaú BBA avalia que a Usiminas (USIM5) seria a siderúrgica mais beneficiada no setor, seguida pela Gerdau (GGBR4) e CSN (CSNA3), no caso de um possível aumento das tarifas de importação para produtos siderúrgicos, atualmente em 12%.

Segundo reportagem do Estadão, o Instituto Aço Brasil tenta marcar um encontro com o presidente Lula o mais rápido possível para convencer o governo a implantar a sobretaxa aos importados. A entidade prevê que o aço estrangeiro somará um quarto do total consumido no País em 2024, valor superior ao registrado em 2023, que foi de cerca de 20%, acima da média histórica de aproximadamente 13%.

De acordo com a análise do BBA, Usiminas teria a maior exposição a um aumento repentino nas tarifas de importação de aço no Brasil, devido à sua maior exposição ao mercado doméstico de aço plano (60% do Ebitda, ou lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações, estimado para 2024). Como referência, um aumento de 10% nos preços domésticos de aço faria com que o Ebitda/tonelada da Usiminas subisse em R$ 538/tonelada, de R$ -248/tonelada no 4T23, resultando em um ganho anualizado de Ebitda de R$ 1,9 bilhão.

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Já o Ebitda da Gerdau aumentaria em R$ 2,2 bilhões (ou 20% da previsão de Ebitda do para 2024), dada a maior diversificação geográfica da empresa, enquanto o Ebitda da CSN aumentaria em R$ 1,6 bilhão (13% da previsão de Ebitda para 2024), devido à sua maior exposição ao setor de mineração.

Segundo Itaú BBA, um possível aumento nas tarifas de importação de aço seria muito positivo para os três produtores de aço brasileiros sob sua corbertura, pois aumentaria o equilíbrio estrutural da paridade de importação em relação aos preços internacionais. “Isso poderia, por sua vez, resultar em uma diminuição das importações de aço ou em um aumento nos preços domésticos”, explica. Diante disso, o banco acredita que as empresas brasileiras optarão por esta última opção para recuperar os níveis de rentabilidade após um período mais difícil para as margens em 2023.

Por outro lado, o analistas destacam que consumidores pesados de aço, como as indústrias de construção, automotiva e de eletrodomésticos, provavelmente sofreriam com preços mais altos do aço. Além disso, as implicações políticas com os parceiros comerciais do Brasil teriam que ser consideradas. Apesar disso, o momento para uma decisão final sobre o assunto permanece incerto.