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Destaques da Bolsa

Usiminas e CSN disparam após pior queda da história; bancos fecham em alta

Confira abaixo outros destaques da Bovespa nesta sessão

SÃO PAULO – Em uma sessão bastante volátil, o Ibovespa fechou com leve queda de 0,11% nesta quinta-feira (24). A virada dos bancos acabaram influenciando o ganho de força do índice já que possuem a maior participação no índice. 

Em destaque, estão os papéis do Bradesco (BBDC3, R$ 24,47, +0,70%; BBDC4, R$ 22,19, +1,19%), Itaú Unibanco (ITUB4, R$ 26,70, +1,14%) e Banco do Brasil (BBAS3, R$ 15,73, +0,19%), que viraram para alta em uma sessão onde o mercado de câmbio e juros futuros foram destaque com a forte atuação do BC e do Tesouro. Tombini afirmou que o BC irá assegurar que o mercado de câmbio funcione de forma eficaz, independentemente da dinâmica dos preços, e que todos os instrumentos estão à disposição do BC. Segundo ele, as reservas internacionais podem e devem ser utilizadas. 

O dóalr fechou com forte queda de 3,7%, voltando a fechar abaixo dos R$ 4,00. Diante disso, as ações com perfil exportador, como as empresas de papel e celulose Fibria e Suzano, além da empresa de alimentos Marfrig e JBS, também caíram forte. No caso desta última, a queda também ocorreu por conta das notícias de que os irmãos Batista, da empresa, serão convocados a depor na CPI do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social). 

Confira abaixo outros destaques da Bovespa nesta sessão:

Petrobras (PETR3, R$ 8,30, +0,48%; PETR4, R$ 6,96, +2,05%)
As ações da Petrobras evitaram cair pelo sexto pregão consecutivo, após acumularem perdas de 17% no período. Os papéis da estatal seguiram o movimento do mercado, que ganhou força durante a tarde, conseguindo encerrar a sessão no positivo. Enquanto isso, o petróleo Brent, usado como referência pela estatal, registrou leve alta de 0,13%, a US$ 47,81.   

Vale (VALE3, R$ 18,45, -2,38%; VALE5, R$ 14,76, -1,07%)
As ações da Vale registraram mais um dia de queda, seguindo o cenário de maior aversão ao risco do mercado brasileiro e também em meio às preocupações com a economia chinesa. Seguiram o movimento as ações da Bradespar (BRAP4, R$ 8,90, -0,56%), holding que detém participação na mineradora. 

As preocupações de que um eventual aperto da política monetária dos Estados Unidos e a desaceleração do crescimento da China possam afetar a economia global assustaram os investidores, particularmente aqueles que investiram em ações e commodities. 

Siderúrgicas
Por outro lado, as ações das siderúrgicas, que iniciaram o dia seguindo o forte movimento negativo da véspera, viraram para alta e subiram forte nesta quinta-feira. São elas: CSN (CSNA3, R$ 4,20, +3,19%) Usiminas (USIM5, R$ 3,54, +6,95%) e Gerdau (GGBR4, R$ 6,10, +3,39%). Essa é a primeira alta desses papéis depois de três pregões seguidos de perdas. Ontem, as ações da CSN e Usiminas sofreram sua maior queda da história, com incertezas do mercado em relação ao setor e notícias de piora da economia chinesa. 

Ajudou o movimento também um relatório do Itaú BBA, que continha informações incorretas sobre a dívida da CSN. O texto elaborado pelo banco e clientes informava que o endividamento da empresa, bem como o da Usiminas, não possuem proteção contra variação cambial. Rebatendo o comentário, a CSN disse que sua exposição a endividamento em dólar está totalmente protegida por caixa em moeda estrangeira, instrumentos de derivativos e por contabilidade de hedge. No fim da tarde, o Itaú BBA publicou nota admitindo imprecisão no relatório divulgado previamente, depois de conversas com a CSN. 

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Apesar da alta da ações, os bonds da CSN renovam mínima nesta quinta-feira. Os títulos de emissão da empresa de US$ 1,2 bilhões com vencimento em 2020 caíram US$ 0,05, para US$ 0,40, menor nível desde a emissão em 2010.

Selic vai subir mais?
Hoje, foi divulgado o Relatório Trimestral de Inflação, que elevou as perspectivas para a inflação. Além disso, chegou a encostar nos R$ 4,25 e especialistas passaram a dizer que o BC pode agir e subir os juros para conter a alta dos preços. Por outro lado, o presidente da autoridade, Alexandre Tombini, afirmou que é preciso manter as taxas de juros no patamar atual por um tempo prolongado.

Diante disso, as ações das administradoras de shopping centers e concessionárias ficaram voláteis, fechando em alta após caírem forte mais cedo. BR Malls (BRML3, R$ 10,83, +1,50%), Multiplan (MULT3, R$ 41,15, -1,41%), Ecorodovias (ECOR3, R$ 5,72, +3,06%) e CCR (CCRO3, R$ 11,23, +2,09%) fecharam a maioria em alta após recuaram até 5% durante a manhã. 

Empresas como administradoras de shopping centers, concessionárias de rodovias e incorporadoras costumam operam alavancadas, pois conseguem ter uma TIR (Taxa Interna de Retorno) superior aos juros pagos da dívida. Porém, quando os juros sobem, a diferença entre o ganho da TIR em relação ao custo da dívida diminui. Por isso suas ações funcionam como “proxies” dos títulos de dívida ­ ou seja, elas são usadas como referência para estimar o valor destes bonds.

Altas e quedas com o dólar
Com a virada do dólar, as ações atreladas à moeda também mudaram de rumo, caindo forte, caso da Suzano (SUZB5, R$ 18,83, -2,44%) e a Fibria (FIBR3, R$ 55,95, -3,20%). Apesar disso, os papéis da Gol (GOLL4, R$ 3,68, -1,87%) e sua controlada Smiles (SMLE3, R$ 31,10, 0,00%) não conseguiram subir, apesar de amenizarem as perdas.

Lojas Renner (LREN3, R$ 18,63, -1,47%)
As ações da Lojas Renner chegaram a subir na abertura do primeiro pregão pós-desdobramento de uma ação para cinco, mas viraram para queda de cerca de 3% neste dia de aversão ao risco do mercado. 

Elétricas
As ações da Cesp (CESP6, R$ 15,31, -0,78%) e Cemig (CMIG4, R$ 6,87, -1,86%) caíram forte após decisão preliminar da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica). Os papéis da Copel atingem o menor patamar no mês. Pela resolução preliminar da Aneel, as usinas não renovadas ficarão de fora do modelo para redução do déficit hídrico. Com isso, Copel, Cesp e Cemig não poderão transferir para o consumidor o risco de geração abaixo do esperado para as usinas que não foram renovadas e nem tampouco ser reembolsadas por eventuais perdas auferidas por esse empreendimentos ao longo de 2015.

Magazine Luiza (MGLU3, R$ 1,95, +2,63%)
As ações do Magazine Luiza tiveram um dia volátil na Bolsa. De acordo com informações da revista Exame, Luiza Trajano, atual presidente da rede varejista, está preparando seu filho, Frederico Trajano, para substituí-la no próximo ano. Frederico é atualmente diretor de vendas e de marketing. 

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