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SÃO PAULO – A ALL (ALLL11) apresentou nesta terça-feira (18) a prévia de seu resultado operacional do terceiro trimestre deste ano. Em um dia negativo ao Ibovespa, as units da companhia registraram o terceiro pior desempenho da carteira teórica do índice neste pregão, com queda de 5,84%, fechando a R$ 16,90 cada. Em geral, os números operacionais da companhia vieram em linha com o esperado, apontam analistas.
O volume da empresa no Brasil cresceu em 9,6% no terceiro trimestre de 2010, passando de 11,034 bilhões de TKU em 2009 para 10.065 milhões neste ano. Artur Delorme, da Ativa Corretora, creditou este avanço, entre outras coisas, aos altos níveis de estoque de milho e às condições de preço favoráveis.
Contudo, o analista pede atenção para a queda de 2,9% do volume transportado pelo segmento industrial, com destaque para os fluxos ferroviários puros, que apresentaram redução de 15,9%, impactados negativamente pelos setors de combustível e construção.
“Houve paralisação de dois meses para manutenção de duas das principais refinarias do Brasil – Repar e Refap – responsáveis por 50% dos volumes de combustível transportado pela ALL”, explica, por sua vez, Sami Karlik, da Banco Fator Corretora, em relatório.
Ebitda
A companhia também apresentou alta no Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) de suas operações brasileiras, que subiu 6,5%, para R$ 360,7 milhões. Mesmo motivadas pelo aumento dos volumes transportados, as margens médias mais baixas no Brasil fizeram com que o aumento percentual total, de 8,1%, fosse maior que o nacional.
Karlik afirma em relatório que a queda nas margens médias ocorreu por conta de um menor crescimento no volume transportado no trecho Alto Araguaia a Santos, que possui margem maior. Menores cargas de retorno e a queda na margem do segmento de industriais com queda nos fluxos ferroviários puros, também contribuíram para a retração, de acordo com a análise de Karlik, em relatório.
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Opinião
Considerando o panorama desenhado pela prévia operacional da ALL, Delorme, o analista da Ativa, classificou a publicação como neutra. “Apesar do Ebitda encontrar-se abaixo do esperado pelo mercado, acreditamos que este foi impactado por fatores pontuais, enquanto o crescimento do volume ficou em linha com o esperado”, disse.
Partilhando do mesmo ponto de vista, o analista da Banco Fator Corretora enxerga um desempenho em linha com o esperado. Contudo, Karlik apresentou uma visão mais otimista, classificando o resultado como “bom” e mantendo a recomendação de manutenção para as units da empresa, com preço alvo para dezembro de 2011 de R$ 23,00 cada, representando um potencial de valorização de 36,1% em relação ao fechamento desta terça-feira.
Novo Mercado e perspectivas
O otimismo de Sami Karlik se estende também ao anúncio do ingresso da empresa no segmento Novo Mercado da BM&F Bovespa. “A notícia é positiva, pois no Novo Mercado a ALL aumenta o seu nível de governança corporativa”, destacou o analista em relatório.
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Vale lembrar que a entrada no Novo Mercado significará a extinção das units e dos papéis preferências da empresa, sendo mantidos apenas as ações ordinárias, sob o código ALLL3. Estes, por sua vez, sofrerão um grupamento na razão de cinco para um.
Para o último trimestre deste ano, o analista da Banco Fator Corretora se mostrou otimista. “As perspectivas são positivas, com forte safra de milho no meio do ano além de alto nível de estoque nas plantas de esmagamento de soja que devem sustentar o fluxo de farelo de soja no 4T10. Os volumes de combustível devem voltar ao normal no último trimestre deste ano, pois a manutenção das duas refinarias terminou em setembro último”, completou Karlik, em relatório.