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SÃO PAULO – Após reportar a prévia de seus resultados para o quarto trimestre de 2009 e do acumulado geral do ano, as units da ALL (ALLL11) desabaram 5,24% nesta quinta-feira (14), sendo cotadas a R$ 16,11, liderando as perdas do Ibovespa. Os dados também foram mal recebidos pela Itaú Corretora e Bank of America Merrill Lynch.
Prevendo o movimento negativo dos papéis nesta sessão, os analistas do Itaú afirmaram antes da abertura dos mercados que o Ebitda (geração operacional de caixa) fraco deveria decepcionar os investidores. Além disso, os volumes também vieram abaixo das projeções da corretora, devido às fortes chuvas no último trimestre de 2009, que interromperam as operações da ALL durante 14 dias.
Os yields menores também são citados pelos analistas como justificativa da performance ruim. “Os resultados da ALL no quatro trimestre foram afetados negativamente pelo concorrido mercado de exportação de grãos, que levou a empresa a escolher rotas menos eficientes, pressionando os yields”. Em decorrência deste evento, o Ebitda da empresa veio 51,0% abaixo das projeções da Itaú no último trimestre do ano passado e 53,7% menor em termos anuais.
“Os volumes totalizaram 8.758 milhões de toneladas por quilômetro útil (TKU) no quarto trimestre de 2009, 13,4% abaixo das nossas estimativas e 13,3% inferiores em termos anuais. Em função disso, os volumes no Brasil aumentaram 5,8% em 2009 em comparação com 2008, ou 4,2 pontos percentuais abaixo do guidance da empresa, de crescimento de 10%”, explica a equipe da Itaú.
Não recorrentes
Para os analistas do Bank of America Merrill Lynch, que também tinham previsões maiores para a ALL, esta prévia de resultados foi uma “surpresa negativa”, porém, não alteraram as previsões ou recomendações de compra para a empresa.
O banco afirma que os eventos que ocorreram, como a mudança climática, não são recorrentes. “Se excluirmos os efeitos climáticos, os volumes no Brasil teriam aumentado 1% no trimestre”, afirmam. Contudo, o BofA incorporou os números em suas projeções e reduziu as estimativas de lucro por ação da empresa de ganhos de R$ 0,13 para perdas de R$ 0,06 em 2009.
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Perspectivas para 2010
De acordo com a Itaú Corretora, embora a ALL não tenha publicado um guidance oficial, a empresa espera um cenário otimista para 2010 com o aumento de 15% na safra de grãos nas suas regiões de cobertura geográfica, atingindo 65 milhões de toneladas, e os yields deverão se recuperar em linha com a produção industrial.
Por sua vez, o BofA Merril Lynch não altera a recomendação de compra das units da ALL, pois acreditam que a perspectiva para 2010 deverá permanecer positiva. Incorporando os novos dados, entretanto, a projeção para o Ebitda de 2010 passou de R$ 1,452 milhão para R$ 1,371 milhão e os ganhos por ação em 2010 deverão ser de R $ 0,34, frente às previsões anteriores, de R$ 0,46.