União entre Vivo e TIM traz risco ao consumidor

A Pro Teste alertou o Cade que a fusão das empresas levaria à concentração de mercado, com impacto nos preços, serviços, promoções e na portabilidade

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SÃO PAULO – A Pro Teste Associação de Consumidores enviou, na última segunda-feira (6), ofício ao Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica), solicitando que não aprove a atuação conjunta entre Telefônica, Vivo e TIM.

Segundo a entidade, a união entre as empresas trará danos irreparáveis à concorrência do segmento de telecomunicações. Isso porque, se Vivo e TIM atuarem juntas, haverá forte concentração, uma vez que as duas empresas possuem, juntas, mais de 50% do mercado de telefonia celular.

De acordo com a associação, a concentração impactaria na prestação de serviços, preços, bônus, promoções e portabilidade. Além do que, com o ganho conjunto, outras operadoras teriam dificuldades para enfrentar o duopólio TIM-Vivo.

Possibilidade de união

Caberá ao Cade agir contra esses danos à livre-concorrência e, portanto, ao consumidor, decorrentes da compra do controle da Telecom Itália, em seu país de origem, por um consórcio que tem a espanhola Telefônica como uma das sócias.

Dessa forma, a Telefônica ficaria com 43% da italiana e, consequentemente, da TIM Brasil. Ou seja, o mesmo acionista controlaria a líder e a terceira maior empresa do mercado brasileiro.

Os resultados seriam operações que ultrapassariam a participação de 60% do mercado nos seguintes estados: ES, MG, SE, PA, AM, RR, AP, PR, SC, MT e SP.

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A associação informou que ofícios também foram enviados à Secretaria do Direito Econômico do Ministério da Justiça, ao Ministério das Comunicações e também à Casa Civil.