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SÃO PAULO – Do mesmo jeito que altas seguidas alimentam euforia, a insistência das quedas começa a preocupar. Separando um pouco as emoções da análise, uma avaliação ponderada enxerga este desempenho ruim da bolsa nos últimos dias de maneira muito positiva.
De fato, altas seguidas alimentam euforia, mas não alimentam oportunidades. Para o ímpeto do mercado voltar ao que era uns meses atrás, é preciso se ajustar. “Se essa realização vier ocorrendo de forma lenta, isso vai aliviar bastante o mercado, vai consolidar bem um patamar e abrir espaço para maiores puxadas no final do ano”, diz Ricardo Reis, da Ondas Claras.
Reis não se assusta com as perdas. Longe disto: “o mercado vem fazendo uma realização saudável que pode caminhar para um patamar entre 46.500 e 48 mil pontos”. A partir do ponto que os indicadores dos Estados Unidos voltam a preocupar, uma avaliação como esta é no mínimo confortante.
Rapidez
De um começo de ano incerto, para um segundo passo muito positivo, agora o caminho da bolsa é para baixo. O segundo semestre começou e até agora nenhum esboço de alta. Fica a recordação daquele rali de uns meses atrás, fica a esperança de ele se repetir.
“Esse desempenho, contudo, ocorreu muito rápido, tanto pelas condições econômicas mais favoráveis do Brasil, como diante também da percepção do investidor de exageros no movimento de baixa em 2008”, explica a Planner.
Gringo não saiu
Para os próximos dias, o mercado se depara com algumas questões importantes. Reis desmonta um mito, o do sumiço do estrangeiro. “O fluxo pode até ter diminuído, parado, mas o gringo não saiu do Brasil. Não teve uma fuga do estrangeiro, isso é importante falar. O investidor permanece comprado dentro da bolsa”.
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O que caiu foi a entrada destes investimentos, mas como dito, não houve fuga. O caráter positivo de uma realização vem disto, pode abrir a oportunidade para este fôlego voltar. Outro ponto crucial são os indicadores que vêm incomodando. Entre uns e outros, a semana à frente traz ata do Fed.
Algo mais
O analista da Onda Claras pede atenção com movimentos pontuais das ações. “O mercado hoje é muito mais propício para um giro no curto prazo do que para posicionamento pensando no médio”. Para posições mais abrangentes, ainda “precisaria de um algo a mais”.
E este algo a mais? O Brasil parece bem. O algo a mais está lá fora.