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Uma hora a menos de pregão e mais mudanças no horário da Bovespa na semana que vem

Mercado voltará a abrir às 10h e fechar às 16h55 por conta do começo do horário de verão nos EUA; veja o que isso muda nos seus investimentos

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SÃO PAULO – O investidor que penou para se acostumar ao novo horário de negociação da Bovespa pode comemorar: a partir da semana que vem voltaremos ao velho período das 10h às 16h55 (horário de Brasília) para negociação de ações. Ou seja, teremos uma hora a menos de pregão à vista. Os contratos futuros de Ibovespa, por sua vez, operarão das 9h às 18h. Outra grande novidade é que voltaremos a ter after-market das 17h25 até às 18h. 

A justificativa dada pela BM&F Bovespa para a mudança é que neste domingo começa o horário de verão nos Estados Unidos. A diferença entre o horário de Brasília e o de Nova York, então, passará a ser de uma hora. Como a Nyse abre às 9h30 lá, aqui será 10h30 a abertura dos EUA. Na prática, isso significa uma hora a menos de negociação aqui sem os mercados americanos estarem abertos, o que é bem relevante tendo em vista que o investidor estrangeiro responde por 50% do volume negociado na nossa Bolsa. 

Para Daniel Ximenes Almeida, trader da Daycoval Investimentos, o mercado brasileiro abrindo quase junto com os EUA, fará com que a Bovespa acompanhe mais as bolsas internacionais desde o começo. “O mercado abre lá fora e traz muito volume. Então vai ser melhor por isso e porque vai ter after”. Para o trader de Assets ou corretoras, o after-market ajuda quem quer fechar uma posição e não conseguiu fazer isso durante o horário normal de negociação, lembra Daniel. “Além disso, até duas semanas atrás o mercado estava com muito pouca liquidez depois das 17h”, explica. 

Uma liquidez maior tem um efeito interessante que é diminuir a volatilidade. É fácil entender esta relação, basta pensar que com o volume mais baixo, um investidor com muito dinheiro pode fazer uma ação subir ou cair com muito mais facilidade do que em dias de volume mais alto. 

Contudo, em última instância o que vai determinar a volatilidade maior ou menor como sempre será o noticiário. 

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