Um mês de correção: Ibovespa acumula queda de 16% e dólar sobe 10%

Desde o dia 9 de maio, mercados emergentes como o brasileiro sentem efeitos da maior aversão ao risco no cenário global

Publicidade

SÃO PAULO – Há um mês começou um processo de correção nos mercados emergentes, que vinham de um excelente desempenho desde o início de 2006.

Preocupações com a trajetória do juro básico norte-americano desencadearam um aumento do grau de aversão ao risco global e, por conseguinte, uma maior procura por ativos considerados mais seguros.

Bolsa: forte queda

Para os mercados brasileiros, as conseqüências foram significativas. Talvez os maiores impactos tenham sido apresentados pelo mercado de renda variável. Considerando a cotação de fechamento do dia 9 de maio, o Ibovespa acumula queda de cerca de 16%, sofrendo com a turbulência no cenário externo.

Como o índice vinha de uma forte alta desde o começo do ano, investidores – em especial os estrangeiros – reduziram drasticamente sua exposição no mercado brasileiro, embolsando os ganhos acumulados até então. Para se ter uma idéia, de 1º de janeiro até 9 de maio, o Ibovespa registrou valorização de aproximadamente 25%.

Dólar subiu 10%

No mercado de câmbio, as conseqüências também foram sentidas com certa intensidade. Desde o início da correção, a moeda norte-americana subiu cerca de 10% frente ao real, diante de uma maior busca por ativos em dólar.

Sob a influência dos mesmos fatores, os títulos da dívida da externa brasileira se desvalorizaram ao longo dos últimos trinta dias, levando o indicador de risco Brasil a um aumento de 47 pontos-base, sendo cotado a 263 pontos na tarde desta sexta-feira.