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SÃO PAULO – Supervisão bancária, mercado único, orçamento centralizado na zona do euro, fundo único para a solução de crises bancárias, recapitalização direta dos bancos a partir dos fundos de resgate e supervisão fiscal muito mais rigorosa.
A pauta da cúpula da União Europeia nos dias 18 e 19 de outubro, esmiuçada em oito páginas, não deixa dúvidas quanto à complexidade das tarefas que o bloco enfrenta para proteger o euro e melhorar suas finanças.
Mas, sem oferecer propostas específicas, o documento se parece mais com um rol de temas que precisam ser destrinchados nos próximos meses para que a UE (União Europeia) – e os 17 países da zona do euro dentro da UE – avancem com a tarefa, politicamente arriscada e desafiadora, de reformular sua união econômica e monetária.
Esses assuntos começam a ser discutidos por ministros de Finanças do bloco na semana que vem em Luxemburgo, num encontro preparatório para a cúpula de chefes de governo.
“É difícil não ser solidário aos vários ministérios europeus de Finanças que precisarão desbravar todas essas propostas e integrá-las em um todo coerente”, escreveu Alex White, economista do JP Morgan em Londres, numa nota divulgada na quarta-feira (3).
Na última cúpula europeia, em junho, o presidente do Conselho Europeu, Herman van Rompuy, foi encarregado de examinar quatro áreas a serem melhoradas pela UE nos próximos anos: uma “união bancária” para resolver os problemas do setor; uma “união fiscal” para fortalecer a supervisão orçamentária; uma união econômica para coordenar políticas trabalhistas e sociais; e uma “união política” que torne o conjunto mais democrático.
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Nos últimos três meses, Van Rompuy consultou os presidentes do Banco Central Europeu, da Comissão Europeia e do Eurogroup, que representa ministros de Finanças da zona do euro, sobre medidas que precisariam ser tomadas. Isso resultou na pauta a ser discutida na cúpula de outubro, com um relatório final previsto para meados de dezembro.
A linguagem do documento foi propositalmente vaga, já que Van Rompuy precisou ter o cuidado de acomodar as posições de todos os Estados membros – da defesa pela Alemanha de regras cada vez mais rígidas à relutância da França em ceder autoridade demais ao bloco, passando por uma miríade de preocupações de países menores, como a Estônia.
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