Guerra na Europa

UE aumentará ajuda militar à Ucrânia para 1 bilhão de euros

Governo alemão diz que medida é para ‘proteger civis’ e uma forma de demonstrar “plena solidariedade’ ao país

Por  ANSA Brasil -

A União Europeia vai aumentar sua ajuda financeira para a compra de armas pela Ucrânia para 1 bilhão de euros (cerca de R$ 5,5 bilhões), informou nesta segunda-feira (21) a ministra das Relações Exteriores da Alemanha, Annalena Baerbock.

“Hoje estamos decidindo politicamente o fornecimento de um maior apoio financeiro militar, para aumentar para 1 bilhão de euros as suas capacidades financeiras para a aquisição de meios militares”, disse Baerbock.

A ministra alemã afirmou que a decisão é uma forma de demonstrar “plena solidariedade à Ucrânia” e para “proteger a população civil”.

A Alemanha mudou uma posição histórica devido à guerra na Ucrânia: a de nunca enviar armamentos a países em zona de conflito, por adotar uma postura voltada sempre para a negociação diplomática.

Mas a invasão da Rússia à Ucrânia fez com que houvesse uma alteração significativa nessa política, encerrando essa política que já durava mais de 70 anos.

Sanções à Rússia e ajuda à Ucrânia

A União Europeia já aplicou muitas sanções à Rússia devido à guerra, que afetaram tanto políticos e empresários como instituições financeiras, indústrias e até o Banco Central. Além disso, já foram enviados milhões de euros em ajudas humanitárias e militares à Ucrânia.

Nesta segunda, o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, pediu à Europa que pare todas as trocas comerciais que tem com a Rússia, para fazer ainda mais pressão pela interrupção dos ataques ao país.

“Por favor, não patrocinem as armas de guerra da Rússia. Nenhum euro para os ocupantes. Fechem para eles todos os seus portos e não exportem suas mercadorias. Neguem os recursos energéticos e façam até a Rússia deixar a Ucrânia”, disse Zelensky em vídeo.

O ataque da Rússia ao país vizinho começou em 24 de fevereiro, mas o rápido avanço esperado pelo Kremlin não se concretizou.

Além da União Europeia, Estados Unidos, Reino Unido e outros países europeus que não fazem parte da UE estão enviando armamentos para ajudar as forças ucranianas a se defender e responder aos ataques.

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