Publicidade
SÃO PAULO – Avaliando a recente queda das commodities, explícita pelas baixas superiores a 10% nas cotações do petróleo e do ouro nos últimos trinta dias, o UBS projeta que tal movimento descendente encontra-se muito próximo de seu ponto de inflexão, se já não estiver nele.
Para fundamentar esta tese, os analistas ressaltam a melhora dos mercados de carvão térmico e urânio, além da ameaça de furacões no Golfo do México, que pode possibilitar a retomada do óleo bruto e do gás natural.
Metais em foco
Quanto aos metais preciosos, o banco de investimentos enxerga que a demanda física por ouro registrou evolução significativa nos últimos dois meses. Juntando o potencial ascendente dos preços da energia e um dólar mais fraco, o UBS projeta elevação na probabilidade de recuperação destes bens primários.
Já em relação aos metais industriais, os analistas crêem que os níveis de preços do alumínio, níquel e zinco estejam atualmente perto de seus custos marginais de produção, o que significa pouco risco de queda, dado que não é vantajoso para as companhias produzirem quando o preço marginal estiver inferior ao custo marginal.
O UBS acredita que apenas cobre, aço e minério de ferro poderão ser um pouco mais pressionados no curto prazo.
Oportunidade de compra se aproxima
Num panorama recente – que incluía queda na demanda chinesa pelas implicações dos Jogos Olímpicos de Pequim – a instituição lembra que muitos mercados de commodities foram vendidos em excesso, com investidores relutantes em reconhecer os problemas contínuos do lado da oferta, tendo somente focado na fraca perspectiva demandante.
Continua depois da publicidade
Como conseqüência, apesar da volatilidade contínua a ser observada no próximo mês, os analistas do banco de investimentos crêem que o mercado de commodities voltará ao equilíbrio, o que proporciona um potencial de alta para 2009. Por fim, dentre os bens primários, o UBS lista suas principais apostas: gás natural, petróleo, carvão térmico, urânio, ouro, prata e platina.