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SÃO PAULO – Refletindo o fim da disputa pela Vivo (VIVO4), com a Portugal Telecom aceitando a oferta da Telefónica pela empresa, o UBS reduziu a recomendação para as ações da Telesp (TLPP3, TLPP4) de compra para neutra, seguindo a intenção já anunciada pela companhia espanhola de juntar a Vivo e a Telesp, ambas sob seu controle a partir de agora.
“O fechamento do acordo foi o catalisador necessário para que a integração de Vivo e Telesp seja mais claramente refletida no mercado”, afirmou Tomás Lajous, que assina o relatório do banco.
Preço-alvo elevado
Apesar da redução na recomendação, o preço-alvo para as ações preferenciais foi elevado de R$ 44 para R$ 44,50 – upside de 14,8% frente o fechamento de 6 de agosto – e Lajuos sustentou que este ativo é o veículo favorito de exposição à Telefónica no Brasil. “Embora vejamos mais potencial de upside na Vivo, também vemos mais riscos”, confronta o analista.
Além disso, ele lembra que a Telesp paga mais aos minoritários pelo tempo à frente da combinação de Vivo e Telesp, e os dividendos para estes acionistas continuarão altos até a integração das duas empresas. Lajous pondera, entretanto, que embora o dividend yield (entre 10% e 11%) seja alto, está muito próximo da remuneração da Selic (atualmente em 10,75% ao ano).