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Radar de Recomendações

UBS recomenda compra e eleva preço-alvo de Gol em 425%; confira mais 9 recomendações

Confira as análises e revisões de recomendações de bancos que agitaram esta quarta-feira (21)

SÃO PAULO – Além das decisões de política monetária do Fomc (Federal Open Market Committee) e do Bank of Japan, que agitam o mercado nesta quarta, a Bovespa também seguiu atenta às diversas revisões de recomendações para grandes bancos. Confira abaixo os destaques:

Gol (GOLL4)
A Gol teve a recomendação elevada de venda para compra pelo UBS, enquanto o preço-alvo passou de R$ 2,00 para R$ 10,50, uma elevação de 425% e com uma potencial de valorização de 79% em relação ao fechamento da última terça-feira.

O banco destaca melhores perspectivas para a companhia levando em conta a apreciação recente do real (que alivia a pressão de custos), preços do petróleo abaixo de US$ 50,00 o barril. “Ao mesmo tempo que acreditamos que a estabilidade política do Brasil e a melhor perspectiva econômica estabilizará a demanda, nós avaliamos que a capacidade de racionalização das companhias aéreas irão impulsionar maiores rendimentos”, ressaltam os analistas. 

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Vale (VALE3;VALE5)
A Vale teve a recomendação elevada de underweight (exposição abaixo da média do mercado) para equalweight (exposição em linha com o mercado) pelo Barclays, que elevou o preço-alvo para o ADR de US$ 3,50 para US$ 4,00.  

Fleury (FLRY3)
A Fleury teve a cobertura reiniciada pelo BTG Pactual com recomendação de compra e um novo preço-alvo de R$ 45,00 por ação. Os analistas destacam que, após uma queda recorde em 2015, a ação da companhia já sobe 130% no acumulado deste ano, com os investidores recebendo bem as medidas tomadas desde a remodelação da gestão em 2014, quando Carlos Marinelli assumiu como CEO.

“Juntamente com outros executivos e a Advent (a partir de setembro de 2015), o novo CEO tem dado foco em (i) eficiência de custos e despesas; (ii) geração de caixa; e (iii) reposicionamento das marcas regionais no segmento de “média-alta” renda. Os resultados recentes têm sido sólidos em todas essas frentes, e estamos vendo mais por vir nos próximos trimestres, impulsionando os ganhos e provocando revisões para cima”, apontam os analistas.

CVC (CVCB3)  
As ações da CVC Brasil tiveram a cobertura reiniciada pelo Bank of America Merrill Lynch com recomendação de compra e preço-alvo de R$ 30,00. A dinâmica de preços, os ganhos de participação de mercado, o programa de aquisições bem executado tem habilitado a empresa a registrar ganhos consistentes de lucro por ação, apesar do cenário macroeconômico desafiador, apontam os analistas do banco.

Os analistas seguem acreditando que a empresa de viagens tem potencial de crescimento, particularmente com o retorno da confiança no Brasil. Eles apontam que a empresa está estrategicamente bem posicionada. 

Minerva (BEEF3)
A Minerva teve sua cobertura reiniciada pela Santander Corretora com recomendação de compra e preço-alvo de R$ 15,00 por ativo, representando um potencial de valorização de 52,13% em relação ao fechamento do dia 20 de setembro de 2016.

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A visão positiva dos analistas se baseia em cinco principais pontos: o potencial de alta atrativo; o valuation também interessante; a perspectiva positiva para os resultados; a dinâmica favorável da indústria; e sua forte posição no mercado. “Esperamos que a Minerva seja a principal beneficiária de uma melhoria no ciclo do gado no Brasil e temos expectativa de ver um novo ciclo de redução da alavancagem surgir por meio do  aumento da geração de FCL (Fluxo de Caixa Livre) e da moderação na volatilidade cambial”, apontam. 

BB Seguridade (BBSE3
O Santander Corretora possui recomendação de compra para BB Seguridade com preço-alvo de R$ 36,00, um potencial de valorização de 21,5% frente o fechamento da última terça. A corretora reiterou a empresa como sua principal recomendação. 

Os analistas comentam que a principal resistência em relação à sua recomendação para as ações da seguradora se referem ao baixo crescimento do LPA esperado para esse ano e o ano que vem. “Acreditamos que a empresa trata desse assunto com novos produtos e iniciativas que podem dar frutos nos próximos anos”, afirma a equipe de análise. Para os analistas, a BB Seguridade tem como pontos fortes seus novos produtos, que podem dar frutos em 2017, como seguro de vida, planos de pensão e bônus premium, além da venda de uma participação na empresa de resseguros IRB em um potencial IPO.

BR Properties (BRPR3)
A BR Properties teve a recomendação elevada de manutenção para compra pelo Santander, que também rolou o preço-alvo de R$ 9,50 em 2016 para R$ 11,00 em 2017. Os analistas do banco reforçam que estão antecipando um call de médio prazo, apontando que os fundamentos do mercado continuam desafiadores, mas agora há sinais de deterioração mais fraca. 

Os analistas apontam ainda que o cenário de fusões e aquisições no setor pode dar o tom do novo ciclo; por outro lado, a alavancagem da empresa segue sendo desafiador no médio prazo. 

Tegma (TGMA3)
O Santander reiterou a recomendação de compra para a Tegma, apesar do recente desempenho acima do mercado da ação, além de ter estimado novo preço-alvo de R$ 12,00 para o final de 2017, ante preço-alvo de R$ 7,00 para o final deste ano.

De acordo com os analistas, esta recomendação é guiada pela previsão dos economistas do Santander, que esperam uma recuperação nas vendas de veículos leves no Brasil e pelos drivers microeconômicos da Tegma, que continuam sólidos. “Embora o valuation no curto prazo precifique totalmente nosso cenário para 2017, em nossa opinião, vemos uma assimetria positiva no médio a longo prazo para os investidores em valor apesar da baixa liquidez da ação, enquanto estimamos que para 2019 as vendas de carros ainda fiquem 26% abaixo do pico de cerca de 3,6 milhões de veículos em 2012”, afirmam os analistas Bruno Amorim e Pedro Bruno.

JBS (JBSS3)
Os analistas do Deutsche Bank reiteraram a recomendação de compra para os ativos da JBS. Eles destacam que, apesar da recente volatilidade dos papéis levando em conta as incertezas com o envolvimento do J&F na Operação Greenfield, que investiga fraudes nos fundos de pensão, há fortes benefícios com o plano de reestruturação da companhia. O plano deve ser concluído entre três e cinco meses. 

O preço-alvo, por sua vez, foi reduzido de R$ 23,00 para R$ 21,25 de modo a refletir as revisões de estimativas para a empresa. Contudo, para os analistas do banco alemão, a ação JBSS3 está subvalorizada e apesar dos riscos, a reestruturação combinada com um provável salto nos lucros mostra um convincente retrato de boa relação risco-retorno.

Petrobras (PETR3;PETR4)
Por fim, mas não menos importante, estiveram as diversas revisões de recomendações para a Petrobras. A estatal teve a sua recomendação elevada pela Raymond James de underperform para marketperform. Outra casa que elevou a recomendação para a companhia foi o BB Investimentos, que tem recomendação outperform para os papéis.

Além disso, o Santander elevou o preço-alvo para os ADRs (American Depositary Receipts) da estatal de US$ 10 para US$ 11,10 para 2017, na esteira no Plano de Negócios 2017-2021. De acordo com o Santander, o novo plano trouxe diversas notícias positivas, como maior pragmatismo, desalavancagem, corte significativo do capex (despesas de capital), um plano de desinvestimento mais realista, meta de produção mais pragmática no curto prazo e premissas macroeconômicas mais realistas. Contudo, os analistas apontam um ambicioso programa de cortes e de metas de produção no longo prazo que devem ser monitoradas de perto. Já o BTG Pactual, em relatório de estratégia para o mês, manteve o Brasil overweight e adicionou a Petrobras em seu portfólio mensal, baseado na expectativa de um melhor ambiente regulatório e confiança na nova gestão da estatal. Confira mais análises clicando aqui.