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SÃO PAULO – O banco UBS reportou em 2008 perdas de 20,9 bilhões de francos suíços, o equivalente a US$ 18 bilhões, segundo dados divulgados nesta quarta-feira (11). Em nota, os dirigentes da empresa afirmaram que estão “cautelosos” com o horizonte para 2009.
O valor exposto pela instituição superou em 1,19 bilhão de francos a prévia divulgada em 10 de fevereiro, após ter que arcar com novos custos relacionados a taxas investigativas e ativos de menor liquidez. As ações chegaram a cair cerca de 3,9% pela manhã.
“Nossa visão de curto prazo continua extremamente cautelosa”, afirmaram o chairman Peter Kurer e o CEO (Chief Executive Officer) Oswald Gruebel, em comentário sobre o resultado anual. O banco pretende reduzir custos e diminuir sua exposição ao risco “assim que possível” para tentar retomar a lucratividade.
Clientes investigados
Entre os pontos que levaram o banco à maior perda de toda sua história, o UBS ressaltou a decisão de pagar US$ 780 milhões e divulgar o nome de clientes que estariam sob suspeita de sonegar impostos nos EUA.
A empresa, tentando evitar disputas judiciais com o governo, concordou em colaborar com a investigação, ajudando a revelar quem são os até 52 mil norte-americanos que mantinham contas secretas no exterior.
No mês passado, outro destaque também foi a saída de Marcel Rohner do cargo de CEO, assumindo o antigo líder do Credit Suisse, Oswald Gruebel. No última semana, a mesa de diretores ganhou a presença de Kaspar Villiger, que já foi ministro das finanças, como novo chairman.