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SÃO PAULO – O banco de investimentos suíço UBS elevou sua recomendação para as ações ordinárias da Petrobras (PETR3) de “venda” para “neutra”, segundo relatório produzido nesta sexta-feira (22).
De acordo com os analistas Lilyanna Yang e Luiz Pinho, o desempenho negativo em até 13% dos papéis da estatal brasileira nos últimos três meses em dólares, ao mesmo tempo em que houve recuperação do Ibovespa e das ações de empresas como Ecopetrol e OGX Petróleo (OGXP3), abre espaço para uma elevação na recomendação.
Mesmo com a incorporação de valor presente líquido mais elevado para os barris de petróleo a serem explorados nas reservas da camada Pré-Sal, o preço-alvo foi mantido em R$ 30,00, apontando um upside (potencial de valorização teórico) de 12,4%, frente ao fechamento da última quinta-feira.
Reversão?
Ainda assim, a avaliação negativa sobre a companhia permanece, na visão dos analistas, em função de expectativas de má gestão do caixa, embora os analistas tenham mencionado “esperanças cautelosas” de melhora na retórica e na disciplina de investimentos (capex) após as eleições”.
Em 11 de agosto deste ano, o mesmo UBS havia feito o movimento inverso, reduzindo a recomendação para venda, em meio ao início da sequência de cortes na avaliação de analistas sobre a Petrobras.
Política e investimentos
Ademais, a confirmação da eleição de Dilma Rousseff para a presidência do país aumenta os riscos negativos sobre o preço-alvo de 12 meses estabelecido em R$ 30, caso não haja redução dos gastos planejados ou melhora no retorno sobre investimentos na cadeia de refino e distribuição de seus produtos.
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“Veríamos uma vitória de José Serra como positiva, (…) mas nosso cenário base é composto por uma vitória de Dilma Rousseff”, ressaltaram Yang e Pinho.