UBS eleva recomendação de TAM para compra, mas elege GOL a preferida do setor

Analista indica que o desconto nos preços das ações da TAM deverá cair após a conclusão da fusão com a chilena LAN

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SÃO PAULO – O UBS elevou a recomendação dos papéis da TAM (TAMM4) para compra, citando o desconto no preço implícito das ações da companhia e a sua possível redução a partir do segundo trimestre deste ano. O preço-alvo para os papéis da companhia estão estabelecidos em R$ 47,20, o que representa um potencial teórico de valorização de 16,25% sobre a cotação de fechamento do último pregão.

A TAM está sendo negociada a um desconto de 10,5% no preço implícito das ações, baseado na relação de troca com os papéis da LAN, de um por 0,9, indicou o analista Victor Mizusaki, em relatório.

“Considerando os fortes resultados operacionais do terceiro trimestre de 2010 e a provável conclusão da fusão da LAN com a TAM no final do segundo trimestre deste ano, nós acreditamos que este desconto deverá ser reduzido”, previu o analista.

GOL continua como preferida
No entanto, as ações da GOL (GOLL4) continuam como as preferidas pelo analista, já que a empresa deverá reportar um resultado trimestral melhor, devido às vantagens de custeio, fortes balanços e liquidez, e uma frota conservada que pode resultar em uma taxa de ocupação maior.

Segundo o relatório da UBS, o preço-alvo para as ações da empresa é de R$ 34,80, o que significa um potencial teórico de valorização de 30,33% sobre a cotação do último fechamento.

Além disso, os papéis da empresa estão sendo negociados a um desconto de 20,4% no múltiplo EV/Ebitdar (Valor empresarial sobre Lucro antes de juros, impostor, depreciações, amortizações e leasing) sobre os concorrentes da América Latina.

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Capacidade em expansão
Por fim, o analista também ressalta que a capacidade aérea no Brasil está mais alinhada com o ritmo de crescimento histórico de passageiros. “Mesmo se as menores companhias triplicassem a sua capacidade para 2012, a capacidade irá expandir a uma taxa de crescimento de 2,6 vezes o PIB (Produto Interno Bruto), em linha com a demanda”, aponta.