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UBS corta preço-alvo de Hypermarcas esperando menor avanço da receita

Banco afirma que nova política comercial trouxe menos visibilidade e mais riscos aos resultados; recomendação é neutra

SÃO PAULO – O UBS cortou o preço-alvo dos papéis da Hypermarcas (HYPE3) de R$ 22,60 para R$ 18,00 devido à baixa visibilidade sobre a empresa no curto prazo depois das mudanças na política comercial, anunciadas no último resultado trimestral. O target indica um upside de 22,87% sobre o último fechamento, justificando a manutenção da recomendação neutra para os papéis. 

Segundo o analista Gustavo Piras Oliveira, a nova política da empresa traz riscos às margens operacionais do 2º e 3º trimestres e ao crescimento da receita, que deve ser mais fraco do que o esperado anteriormente. Com isso, o banco cortou a projeção de lucro por ação da empresa para 2011 em 29%. 

“Nossa análise sugere que a ação é muito sensível a estimativas de crescimento de receita. A Hypermarcas teria de entregar taxas de crescimento em cerca de 15% para justificar um valuation mais alto, e isso parece difícil em meio às condições de crédito mais restritivas e maior competição”, escreve Oliveira.

Cabe dizer que as mudanças na política comercial da Hypermarcas já tinham sido bastante criticadas por analistas, e levaram a diversos cortes de target e fizeram com que a ação despencasse 29% em maio.  

Aquisições limitadas
Para Oliveira, a empresa precisa provar que consegue crescer organicamente de forma consistente, já que sua alavancagem e valuations mais baixos devem limitar novas aquisições no próximo ano.

“A Hypermarcas vem ganhando market share (especialmente via fusões e aquisições), mas ajustes recentes não demonstram a força do portfólio”, diz o analista, que afirma “ter suas restrições” com a Hypermarcas. Ele se mostra reticente sobre a estratégia da companhia no segmento farmacêutico, por exemplo, e diz esperar uma maior competição de multinacionais no segmento de cuidados pessoais.