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UBS BB vê crescimento sufocado e rebaixa recomendação da Porto para neutra; ação cai

Cenário mais competitivo e desaceleração no setor de saúde aumentam dificuldades para companhia

Erick Souza

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Sede da Porto (PSSA3), antiga Porto Seguro, no centro de São Paulo (Foto: Divulgação)
Sede da Porto (PSSA3), antiga Porto Seguro, no centro de São Paulo (Foto: Divulgação)

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Em novo relatório do UBS BB, a recomendação de compra para as ações da Porto Seguro (PSSA3) foram rebaixadas para Neutra. Mesmo com algumas oportunidades e resultados sólidos, os analistas estão preocupados com as margens de crescimento da companhia. Com isso, nesta quinta, a ação fechou em queda de 2,29%, a R$ 46.

Com o ambiente ficando mais competitivo na vertical de seguros, especialmente em automóveis, e o setor de saúde desacelerando, a companhia pode ter alguma dificuldade para voltar a ter novas revisões positivas e ganhos adicionais. Por esse motivo, o banco ajustou o preço-alvo da ação de R$ 61 para R$ 54 ao final do ano.

Para o período projetado entre 2025e 2029, o UBS também recuou com as estimativas de lucro: -8%, com lucro líquido esperado de R$ 3,3 bilhões em 2025. Mesmo com revisões relevantes de lucro no passado (cerca de 48% em média nos últimos dois anos) e um desempenho sólido da ação (aproximadamente 70% no mesmo período), o crescimento da Porto Seguro está sufocado, afirmam os analistas.

Ao mesmo tempo, do lado positivo, os analistas acreditam que a diversificação de negócios, com diferentes verticais ganhando tração, pode ajudar nos ganhos da companhia.

Segmentos pressionados

De acordo com o relatório, o segmento de seguros de automóveis — negócio mais relevante da Porto — tem passado por uma concorrência mais intensa. Os analistas afirmam que, até então, a maior pressão no segmento já resultou em perda de participação do mercado pela companhia. Como resultado disso, o banco também enxerga uma maior possibilidade de haver ajustes de preços no futuro.

Ao mesmo tempo, o segmento de saúde vem perdendo força. O aumento de vendas de novos produtos com tíquetes abaixo da média, combinado com os atuais níveis baixos de sinistralidade e a expectativa de aumento da concorrência em 2026E tem exercido forte pressão na vertical. De acordo com o banco, o segmento pode sustentar o crescimento da companhia, mas em um ritmo lento.

O mesmo vale para o Banco Porto. O UBS estima que o crescimento do segmento seja de +27% / +13% / +14% (ante +37% / +19% / +12%) nos períodos de 2025/ 2026 / 2027, respectivamente. A previsão é um reflexo do desempenho positivo dos consórcios e Aluguel & Garantias, em meio à volatilidade provocada pelo ajuste de risco do NIM (a margem financeira líquida).