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O tom geral do mercado para as ações da Embraer (EMBJ3) é bastante positivo, com diversas casas recomendando a compra das ações.
Neste cenário, o UBS BB elevou a recomendação para os ativos mas, ainda assim, segue cauteloso com os ativos. Isso uma vez que elevou a recomendação dos papéis de venda para neutro, não recomendando compra, ainda que destaque fundamentos sólidos e redução de riscos decorrente do backlog (carteira de pedidos) maior. O preço-alvo passou de US$ 44 para US$ 69 por ADR (recibo de ações negociado na Bolsa de Nova York) EMBJ.
Em novembro de 2024, quando a casa rebaixou a recomendação para venda, a avaliação era de demanda fraca pelos jatos E2 e desempenho aquém do segmento de Defesa, aumentando a cautela de médio e longo prazo, devido ao risco de menores entregas ao longo do tempo.
Não perca a oportunidade!
As estimativas melhoraram, mas agora o banco vê a ação da fabricante de aeronaves negociando hoje a múltiplos considerados justos, entre 10 e 11 vezes EV/Ebitda (valor da empresa/Ebitda = lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações), e o Ebitda projetado para 2026–2027 está de 3% a 5% acima do consenso.

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A casa também destaca que o valor de escassez permanece um ponto relevante da tese. A Embraer é um dos poucos ativos no Brasil com receitas dolarizadas e geração de caixa livre positiva, junto a um seleto grupo de empresas em mercados emergentes com exposição ao segmento de defesa. Além disso, a companhia segue entre as raras capazes de oferecer solução competitiva no mercado de aviação comercial em um momento de restrições de oferta na Boeing e na Airbus.
Perspectiva de longo prazo
Com o backlog (carteira de pedidos) atual, o UBS BB projeta que a Embraer alcance sua meta de longo prazo para 2030: 120 jatos comerciais, 200 jatos executivos e 10 aeronaves KC-390. A projeção atual é de 90 entregas comerciais em 2026 e 120 em 2030, ante 85 e 90 anteriormente, e contra 93 e 110 do consenso. A estimativa para jatos executivos passou a 160 entregas em 2026 e 200 em 2030, ante 150 e 160 anteriormente, e contra 160 e 190 do consenso.
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Diante disso, o UBS BB agora prevê EBIT (lucro antes de juros e impostos) de US$ 830 milhões em 2026 e US$ 1,5 bilhão em 2030, ante US$ 750 milhões e US$ 1,1 bilhão anteriormente, e contra US$ 780 milhões e US$ 1,3 bilhão do consenso.