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Twitter (TWTR34) tem prejuízo de US$ 270 mi no 2º trimestre e atribui resultado à disputa com Musk

O prejuízo por ação foi de US$ 0,35 no 2T22 contra lucro por ação de US$ 0,08 no 2T21.

Por  Felipe Moreira -

A plataforma social Twitter (TWTR34) registrou prejuízo líquido de US$ 270 milhões no segundo trimestre de 2022 (2T22), revertendo lucro líquido de US$ 66 milhões do segundo trimestre de 2021, divulgou a companhia nesta sexta-feira (22).

O prejuízo da controladora da rede social totalizou US$ 0,35 por ação, ou US$ 0,08 em termos ajustados. O dado contrariou expectativa de analistas consultados pela FactSet, que esperavam ganho de US$ 0,14 por papel.

Após o resultado, as ações do Twitter (TWTR) operavam em baixa de 2,33%, a US$ 38,60, por volta das 9h30 (horário de Brasília), no pré-market da Nasdaq. Já na abertura as ações passaram a operar perto da estabilidade: às 10h36, os ativos caíam 0,86%, a US$ 39,18. Os ativos fecharam em alta, de 1,11%, a US$ 39,96.

A receita caiu 1% no trimestre (para US$ 1,18 bilhão), segundo balanço, ainda que crescendo 2% em uma base monetária constante. O valor também frustrou a projeção do mercado, que era de US$ 1,32 bilhão. O dado reflete os ventos contrários da indústria de publicidade associados ao ambiente macroeconômico, bem como incerteza relacionada à aquisição pendente do Twitter por uma afiliada de Elon Musk, destacou a empresa.

O número de usuários ativos diários (mDAU) foi de 237,8 milhões no segundo trimestre, um aumento de 16,6% em comparação com o segundo trimestre do ano passado.

Segundo a companhia, o aumento foi impulsionado por melhorias contínuas de produtos e conversas globais sobre eventos atuais.

O fluxo de caixa líquido das atividades operacionais no trimestre foi de US$ 30 milhões, comparado a US$ 382 milhões no mesmo período do ano passado.

As despesas de capital totalizaram US$ 154 milhões, em comparação com US$ 276 milhões no mesmo período do ano passado ano.

Dado o imbróglio ocasionado pela desistência de Elon Musk em comprar o Twitter, a empresa não realizará teleconferência, emitir carta aos acionistas ou fornecer orientação financeira.

Em abril, o CEO da Tesla apresentou uma oferta de compra da empresa a US$ 54,20 por papel, o que representaria cerca de US$ 44 bilhões.

Após semanas de negociações, no entanto, o bilionário voltou atrás e desistiu da transação em julho, sob justificativa de que a rede social não teria sido transparente sobre números de contas falsas e spam.

Em resposta, o Twitter abriu ação judicial contra Musk para tentar forçar a conclusão do acordo. O julgamento acontecerá em setembro, depois que a Justiça americana contrariou os apelos dos advogados do empresário e optou por um processo mais rápido.

(com Estadão Conteúdo)

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