Turismo perde com exigência de visto de escala nos EUA

Setor estima perder cerca de 40% do movimento de vôos com escala nos EUA; solução foi redirecionar os turistas para outras linhas aéreas

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SÃO PAULO – Viajar para a terra do Tio Sam tem ficado cada vez mais difícil. Desde julho os vistos para os EUA só são concedidos mediante uma entrevista pessoal do turista aos consulados norte-americanos em São Paulo, Recife, Rio de Janeiro e Brasília. Quem não morar nestas cidades, terá que viajar até uma para conseguir o visto.

Não bastasse esta burocracia toda, os turistas têm enfrentado novos problemas desde o último sábado (2/8). Acontece que o governo norte-americano passou a exigir o visto de permanência também para os passageiros que estiverem no país apenas para fazer escala em território norte-americano.

Turista paga US$ 100 para usar sala de espera

Como o custo de um visto norte-americano varia de US$ 100 a R$ US$ 120, tanto para quem quer visitar o país como para quem vai apenas fazer escala, boa parte dos turistas tem mudado seus planos de viagem por conta desta burocracia toda, que vem sendo adotada pelo país em razão do atentado terrorista de 11 de setembro de 2001.

Com isto, as agências e operadoras de turismo têm revisado seus cálculos, pois estimam perder cerca de 40% do movimento de vôos com destino a países com escala nos EUA. A solução encontrada por elas está sendo redirecionar esses turistas para outras linhas aéreas, porém a oferta de vôos é relativamente menor. Neste caso, a perda de clientes tem sido inevitável.

Boa parte dos turistas não admite ter que desembolsar US$ 100 para ficar em uma sala de aeroporto nos EUA, e por isto desiste da viagem ou acabam optando por outro destino. Mas neste caso é importante estar com o bolso preparado, já que estas passagens aéreas, com escala na Europa, por exemplo, costumam ser mais caras em relação aos Estados Unidos.

Varig contorna o problema

Com vôos diários para o Japão e escala em Los Angeles (EUA), a Varig tem enfrentado problemas com as novas exigências, sobretudo pelo fato de que seus vôos costumam partir com uma ocupação de cerca de 70% de passageiros.

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Muitos estão desistindo e outros foram pegos de surpresa pela nova lei e não conseguiram completar a viagem, tendo com isto muita dor de cabeça. Mas a Varig tem se mostrado disposta a ajudar e está remarcando as passagens sem a cobrança de multa pela remarcação, contudo, desde que comprovem que não viajaram por conta da emissão do visto.