Turismo: para levar animais ao exterior, donos têm de pagar R$ 100 em exame

O laudo anticorpos anti-rábicos é exigido internacionalmente e só pode ser emitido por duas instituições na América do Sul

Por  Equipe InfoMoney -

SÃO PAULO – Quando planejam uma viagem internacional, muitas pessoas ficam com o coração apertado pensando no que farão com seus animais de estimação, já que é difícil arrumar alguém para ficar com eles e os hotéis especializados cobram caro.

Dessa maneira, uma saída interessante é levá-los junto. E além dos custos com o transporte, os proprietários de cães e gatos precisam realizar nos animais um exame de anticorpos anti-rábicos, obrigatório nas viagens ao exterior, que custa R$ 100.

Como e onde

Em toda a América do Sul, apenas duas instituições são autorizadas a realizar os exames: um laboratório chileno e o Instituto Pasteur, localizado na cidade de São Paulo.

Para conseguir o laudo, o proprietário precisa pedir a um veterinário que encaminhe uma amostra de sangue do animal para o instituto, pelo menos trinta dias após a vacinação anti-rábica e três meses antes da viagem.

Procura maior

De janeiro a agosto deste ano, o Instituto Pasteur realizou 1.355 exames de anticorpos anti-rábicos, o que dá uma média de 170 laudos emitidos por mês. Em relação ao 140 exames mensais feitos em 2006, este resultado é 21% superior.

Segundo o levantamento realizado pela entidade, 90% das análises são feitas com o sangue de cachorros, sendo a maioria das raças Poodle, Schnauzer e Yorkshire. Os países para os quais esses bichos mais costumam ser levados são Itália, Espanha, Portugal e França.

Cerca de 70% da demanda pelos laudos do Pasteur são de moradores do Estado de São Paulo. Em seguida, vêm Rio de Janeiro (15%) e Distrito Federal (5%), sendo que a instituição também recebe amostras sanguíneas de animais de países vizinhos, especialmente do Paraguai.

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