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SÃO PAULO – Na hora de planejar sua viagem a maioria dos brasileiros prefere a segurança de uma operadora de viagem conhecida, de grande porte, afinal ninguém quer correr o risco de ter seu sonho transformado em pesadelo. Esta tendência acabou se acentuando ainda mais depois da quebra da Soletur no final do ano passado, que prejudicou inúmeros consumidores.
Buscando dar mais garantia aos turistas, ao mesmo tempo em que tenta estabelecer um padrão de qualidade para o setor, a Associação Brasileira de Agências de Viagem (ABAV) lançou o Programa de Certificação em Turismo Sustentável. No Conselho do Programa também deverão estar incluídas entidades turísticas, organizações do governo, ONGs ambientais, associações de trabalhadores, bacharelados de turismo e o Instituto de Hospitalidade.
Mais competitividade para pequenas
O programa pretende garantir a capacitação das empresas que atuam no setor no país, e deve contar com R$ 12,3 milhões de recursos do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e da Agência de Promoção às Exportações (Apex), até 2005.
O processo de certificação deve contar com a participação do Inmetro e da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), e deve beneficiar particularmente as pequenas e médias empresas que atuam no setor. Estas empresas ganhariam maior competitividade através da certificação, permitindo atrair negócios no exterior. Isto porque as agências no exterior não se sentem confortáveis em enviar turistas para um país, onde não estão seguras da qualidade do serviço que será oferecido pela operadora local.
Falta de qualificação é entrave ao crescimento
Esta também é a opinião do vice-presidente da ABAV, Antônio João de Azevedo, que também acumula a função de vice-presidente do comitê diretor do Programa, e acredita que a falta de qualificação das empresas de turismo no país é um dos maiores entraves para o maior crescimento do setor.
Azevedo acredita que não falte infra-estrutura a indústria de turismo no país, que conta com inúmeros hotéis e restaurantes, mas o mercado exige uma maior qualificação das operadoras, que ainda atuam de forma muito artesanal, não se apoiando na tecnologia ou usando técnicas de gestão e atendimento pouco sofisticadas.
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Até 2005 o programa prevê a inscrição de 600 pequenas e médias empresas, cerca de 400 em processo de certificação e outras 300 já certificadas. Segundo o calendário de execução do Programa, o sistema de normas e capacitação para as empresas interessadas em participar só será divulgado no próximo ano.