Trump: Exxon pode ficar de fora da Venezuela após CEO chamar país de “não investível”

'Não ​gostei da resposta da Exxon', disse Trump aos repórteres no Air Force One

Reuters

Presidente dos EUA, Donald Trump 
18/12/2025
REUTERS/Evelyn Hockstein
Presidente dos EUA, Donald Trump 18/12/2025 REUTERS/Evelyn Hockstein

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11 Jan (Reuters) – O presidente dos ‍Estados Unidos, Donald Trump, disse no domingo ⁠que poderia impedir a Exxon Mobil de investir na Venezuela, ‍depois que o presidente-executivo da companhia chamou o país de ‘não investível’ durante uma reunião na Casa Branca na semana passada.

O presidente-executivo da ‌Exxon, Darren Woods, disse a Trump que a Venezuela precisaria mudar suas leis antes de se tornar uma oportunidade atrativa de investimento, durante uma reunião de alto nível na sexta-feira com pelo menos 17 outros executivos do setor de petróleo.

Trump pediu ao grupo que gastasse ‌US$100 bilhões para revitalizar a indústria petrolífera da Venezuela em uma ‌reunião realizada menos de uma semana depois que as forças dos EUA capturaram e removeram o presidente venezuelano Nicolás Maduro do poder em um ataque noturno descarado.

Os comentários céticos de Woods rapidamente se tornaram a manchete dominante, minando as esperanças da ‌Casa Branca de criar um impulso a partir de seu envolvimento com os executivos de petróleo mais proeminentes do mundo.

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‘Não ​gostei da resposta da Exxon’, disse Trump aos repórteres no Air Force One, quando voltava para Washington no domingo. ‘Provavelmente estarei inclinado a manter a Exxon fora. Não gostei da resposta deles. Eles estão se fazendo de engraçadinhos demais.’

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A Exxon não respondeu imediatamente a um pedido de comentário.

EXXON E CONOCOPHILLIPS SINALIZAM CAUTELA SOBRE VENEZUELA

A Exxon, a ConocoPhillips e a Chevron, os três maiores produtores de petróleo dos EUA, foram durante décadas os parceiros mais importantes da empresa estatal ​de petróleo da Venezuela, ⁠a PDVSA.

O governo ⁠do falecido presidente Hugo Chávez nacionalizou o setor entre 2004 e 2007 e, embora a ‌Chevron tenha negociado acordos de parceria com a PDVSA, a ConocoPhillips e a Exxon deixaram o país e entraram com processos de arbitragem importantes logo em seguida.

‘Nossos bens foram confiscados ‍duas vezes e, portanto, você pode imaginar que para voltar a entrar uma terceira vez seriam necessárias algumas ​mudanças bastante significativas em ‌relação ao que historicamente vimos aqui’, disse Woods a Trump na sexta-feira.

Woods disse que a ‍Exxon precisava que fossem introduzidas proteções duradouras aos investimentos e que a lei de hidrocarbonetos do país também precisava ser reformada.

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‘Se olharmos para as estruturas legais e comerciais em vigor na Venezuela hoje, não é possível investir’, disse ele.