Trump abre mão de salário de US$ 400 mil por ano e outras sinalizações do presidente eleito dos EUA

Em suas primeiras entrevistas, o presidente eleito dos EUA moderou o tom, com propostas "amenizadas" de campanha

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SÃO PAULO – Na sua primeira entrevista após a vitória na corrida eleitoral para uma emissora, a CBS, o presidente eleito dos EUA Donald Trump amenizou um pouco o seu discurso sobre as questões dos imigrantes e do muro na fronteira com o México, mas manteve algumas propostas duras de sua campanha. 

 Trump disse que expulsaria apenas os imigrantes com antecedentes criminais e que podem chegar a algo entre 2 e 3 milhões de imigrantes. Na sua campanha, ele chegou a citar a deportação de 11 milhões. O presidente Barack Obama também tem adotado a política de expulsar imigrantes com antecedentes criminais, destaca a LCA Consultores. 

O republicano confirmou que manterá a promessa de construir um muro na fronteira com o México quando assumir a Casa Branca mas admitiu que, em determinados trechos da fronteira, será feita apenas uma cerca. Ainda na disputa eleitoral, o magnata irritou mexicanos ao dizer que o país latino pagaria pelo muro.

O presidente eleito disse ainda para a CBS que vai abrir mão do seu salário quando assumir a chefia da Casa Branca. Com uma fortuna estimada em U$ 3,7 bilhões, ele disse que receberá apenas um valor simbólico de US$ 1 por mês como determina a lei, e não os US$ 400 mil por ano que recebe um presidente. 

Na última semana, Trump deu uma entrevista ao jornal The Wall Street Journal, na qual reconhece que partes do sistema de saúde criado pelo presidente Barack Obama, o “Obamacare”, podem ser mantidas, embora tivesse prometido enterrar o projeto assim que tomasse posse.

Trump também prometeu desregular as instituições financeiras para estimular o crédito e reiterou o seu desejo de lançar um programa de gastos em infraestrutura para aumentar o emprego. Ele também sinalizou que vai aperfeiçoar os acordos de comércio internacional para gerar mais empregos nos   EUA. Outra medida para estimular o emprego seria a taxação dos produtos de empresas americanas que se mudarem para outros países.

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A LCA também destaca as primeiras nomeações, com o anúncio de Reince Priebus como seu chefe de gabinete. “Priebus é um politico importante do Partido Republicano e pertence ao comando da legenda”, aponta a LCA. Além disso, Stephen Bannon foi nomeado por Trump para ser o seu estrategista-chefe e conselheiro sênior da Presidência. Ele era da Goldman Sachs e foi o executivo-chefe da campanha de Trump. 

(Com Ansa Brasil)

Lara Rizério

Editora de mercados do InfoMoney, cobre temas que vão desde o mercado de ações ao ambiente econômico nacional e internacional, além de ficar bem de olho nos desdobramentos políticos e em seus efeitos para os investidores.