Tribunal britânico aprova extradição aos EUA de ex-trader do Credit Suisse

Caso de Kareem Serageldin, ex-diretor da unidade de crédito estruturado e acusado de inflar artificialmente os preços de títulos lastreados em hipotecas entre agosto de 2007 e fevereiro de 2008, segue agora para a secretaria do Interior

Reuters

Kareem Serageldin, the former head of the CDO unit for Credit Suisse Group AG, arrives at Westminster Magistrates Court for a court hearing in London, U.K., on Wednesday, Nov. 28, 2012. Serageldin, the ex-global head of Credit Suisse Group AG's CDO business charged in a bonus-boosting fraud tied to a $5.35 billion trading book, is in late-stage talks with U.S. authorities on a plea agreement. Photographer: Chris Ratcliffe/Bloomberg via Getty Images
Kareem Serageldin, the former head of the CDO unit for Credit Suisse Group AG, arrives at Westminster Magistrates Court for a court hearing in London, U.K., on Wednesday, Nov. 28, 2012. Serageldin, the ex-global head of Credit Suisse Group AG's CDO business charged in a bonus-boosting fraud tied to a $5.35 billion trading book, is in late-stage talks with U.S. authorities on a plea agreement. Photographer: Chris Ratcliffe/Bloomberg via Getty Images

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LONDRES – Um tribunal britânico aprovou neste segunda-feira (14) a extradição de um ex-trader do Credit Suisse para os Estados Unidos, onde é procurado por uma fraude de 540 milhões de dólares que remonta à crise de hipotecas do subprime.

O caso de Kareem Serageldin agora segue à secretária do Interior, Theresa May, que, pela lei britânica, tem a palavra final sobre extradições para os Estados Unidos. A previsão é que ela autorize a extradição do ex-trader.

Serageldin, de 39 anos, ex-diretor da unidade de crédito estruturado do banco suíço, é acusado de inflar artificialmente os preços de títulos lastreados em hipotecas entre agosto de 2007 e fevereiro de 2008, quando o valor real despencou.

Dois ex-funcionários do Credit Suisse que se reportavam a ele na época se declararam culpados em um tribunal norte-americano em 2012 de acusações de conspiração para cometer fraude eletrônica e falsificação de livros e registros.

Pela lei britânica, May terá até oito semanas para se pronunciar. Até lá Serageldin permanece em liberdade sob fiança.