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SÃO PAULO – Após ser divulgado pelo Valor Econômico, nesta quarta-feira (22), que a concessionária Triângulo do Sol – braço do grupo italiano Atlantia no País – entrou com pedido de registro de companhia aberta na CVM na última terça-feira (21), analistas julgam que isso pode gerar alguma migração de fluxo da bolsa. De acordo com a publicação, a empresa está preparando uma oferta de debêntures – títulos privados de renda fixa -, mas nenhum executivo da companhia foi encontrado para esclarecer o assunto.
“A vinda entrada de um player para o setor de concessões de rodovias acaba atraindo a atenção dos investidores, podendo inclusive gerar uma migração de fluxo em Bolsa. Ainda é cedo, porém, para afirmar isso, pois a empresa tem um longo caminho pela frente até efetivamente realizar a oferta”, avaliam os analistas da XP Investimentos Rossano Oltramari e William Castro Alves.
No ano, as ações da OHL (OHLB3) acumulam alta de 57,87%, as da CCR (CCRO3) 43,34% e as da Ecorodovias (ECOR3) 17,54%, ante avanço de 4,63% do Ibovespa até fechamento desta quarta-feira (22). A corretora mantém recomendação de “atrativa” para as três ações.
Eles frisam, contudo, que os players do setor detêm uma malha administrada expressivamente maior quando comparadas à da possível nova entrante. Enquanto a CCR e a OHL têm uma malha de concessão, respectivamente, de 2,4 e 3,2 mil quilômetros pelas regiões Sul e Sudeste, a empresa debutante tem apenas 422 quilômetros de malha concedida, toda no estado de São Paulo.
As concessões da companhia estão divididas em três trechos, sendo eles: a Rodovia de Washington Luís, entre os municípios de São Carlos e Mirassol, a Rodovia Brigadeiro Faria Lima, de Bebedouros a Matão, e a Rodovia Carlos Tonani, entre Borborema e Sertãozinho. A companhia administra, desde 1998, estradas de São Paulo.