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Três notícias sobre Petrobras, Black Rock eleva fatia na Vale e mais destaques

Confira os destaques do noticiário corporativo na sessão desta quinta-feira (19)

Logo da Petrobras em tela de celular
(Shutterstock)

No radar corporativo, destaque para três anúncios feitos pela Petrobras sobre Comperj, adesão ao programa de pagamento de ICMS em alguns estados e pagamento de JCPs.

Além disso, a Marfrig informou na noite de ontem à CVM que antecipará de 2023 para agora o pagamento das suas notas sênior, emitidas na Europa em 2016, no valor de US$ 446 milhões (R$ 1,8 bilhão).

Outros destaques no noticiário corporativo de hoje são as informações da gigante de telefonia mexicana América Móvil (AMX), a qual comunicou ter concluído a aquisição da Nextel no Brasil, e a Copel, empresa paranaense de energia, que informou ao mercado ter concluído com sucesso o seu PDV.

Petrobras (PETR3;PETR4)

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A Petrobras aprovou ontem a distribuição de lucros aos acionistas, que receberão uma soma bruta de R$ 2,3 bilhões, equivalente a R$ 0,42 por ação em circulação. O pagamento ocorrerá em 7 de fevereiro de 2020, com uma data de corte de 26 de dezembro para os acionistas que têm papéis na B3 e 30 de dezembro para os que possuem ADRs na Bolsa de Nova York. Os acionistas que têm ADRs receberão o pagamento em 17 de fevereiro.

A companhia ainda informou que aderiu a programas especiais de pagamento de ICMS nos Estados de Amazonas, Alagoas, Bahia, Pernambuco, Rio Grande do Sul e Sergipe. O valor atualizado dos débitos, segundo a estatal, é de R$ 3,6 bilhões, e a adesão vai permitir uma economia próxima de 70%, com o desembolso de R$ 1 bilhão pela companhia. Este valor terá impacto nos resultados do quarto trimestre deste ano.

A companhia informa ainda que as pendências são referentes a apropriação de créditos de ICMS sobre aquisição de mercadorias, e cobrança nas vendas interestaduais de gás natural.

Por fim, a empresa confirmou que não chegou a um acordo com a empresa chinesa CNPC para finalizar as obras do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj). A informação já tinha sido antecipada pelo presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, na semana passada, e foi confirmada por meio de nota divulgada na noite de ontem.

Segundo a nota, as duas empresas concluíram, depois de um estudo de viabilidade econômica, que a finalização da refinaria, localizada em Itaboraí, no Grande Rio, não é atrativa economicamente.

Portanto, o acordo de parceria estratégica com a chinesa foi encerrado em efetivação do negócio. Outros acordos, que envolviam a participação de 20% da chinesa no aglomerado de campos de Marlim (Marlim, Voador, Marlim Sul e Marlim Leste), também foram encerrados.

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Por isso, o Conselho de Administração da Petrobras solicitou um levantamento de alternativas para a área do Comperj. Uma delas seria a integração da Refinaria Duque de Caxias (Reduc), com algumas unidades hibernadas do Comperj para a produção de lubrificantes básicos e combustíveis. Os produtos seriam enviados para processamento no Comperj, por meio de dutos.

A Petrobras explicou, no entanto, que ainda continuará estudando novas parcerias com a CNPC.

A Petrobras também informou que analisou outros projetos. Um deles é a possibilidade de construção de uma termelétrica, em parceria com outros investidores, utilizando gás natural do pré-sal. Outro é a implantação do Projeto Integrado Rota 3, que abrange o gasoduto Rota 3, a unidade de processamento de gás natural (UPGN) e o conjunto de utilidades necessárias para sua operação, que permitirá o escoamento de 21 milhões de metros cúbicos por dia de gás do pré-sal a partir de 2021.

Suzano (SUZB3) e Klabin (KLBN11)

A XP Investimentos atualizou as estimativas para os papéis das empresas de celulose Suzano e Klabin, que neste ano tiveram uma performance inferior ao Ibovespa por conta dos preços de celulose.

“Esperamos que os preços da celulose se recuperem gradualmente ao longo de 2020”, informa a análise. A recomendação de compra para as ações da Suzano foi mantida pela XP, com um novo preço-alvo de R$ 45 por papel, a partir do preço-alvo anterior de R$ 40. Já para a Klabin, embora a recomendação tenha permanecido neutra, a estimativa de preço-alvo da ação subiu de R$ 19 para R$ 20,5.

Vale (VALE3)

A BlackRock aumentou sua participação acionária na Vale para 5,03% dos ativos ON. Desta forma, a gestora passa a deter 208 milhões de ações ordinárias e 57 milhões de ADRs.

CPFL (CPFE3) e CPFL Renováveis (CPRE3)

A CPFL Energia fará OPA por ações ON da CPFL Energia Renováveis. A oferta pública de aquisição de até 291.550 ações ON da CPFL Energia Renováveis será lançada a R$ 16,85 por ação, segundo comunicado.

A OPA tem como objetivo a conversão do registro de companhia aberta categoria ‘A’ para categoria ‘B’ e saída do Novo Mercado. A operação foi aprovada pelo conselho da CPFL Energia e pela diretoria da CPFL Geração.

Marfrig (MRFG3)

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A Marfrig Global Foods S.A. comunicou ontem ao mercado que antecipará de 2023 para agora o pagamento das suas notas sênior, com remuneração de 8,000% ao ano. Essas notas foram emitidas pela Marfrig Holdings B.V. na Europa em 2016 e segundo a multinacional representam a principal dívida da companhia, no valor de US$ 446 milhões (R$ 1,8 bilhão). “A liquidação antecipada está alinhada com a redução de custo financeiro e melhor alocação de capital, reforçando seu compromisso com a disciplina financeira”, diz o texto enviado à CVM.

Telecom

A operadora mexicana América Móvil (AMX), dona da Claro no Brasil, informou ontem à CVM que concluiu a compra de toda a Nextel Brasil, pela qual pagou US$ 905 milhões (R$ 3,6 bilhões). Com o fim da transação, a AMX espera se consolidar como uma das principais operadoras de telefonia celular no Brasil, principalmente em São Paulo e Rio de Janeiro.

Copel (CPLE6)

A Companhia Paranaense de Energia (Copel), estatal geradora e distribuidora de energia elétrica no Estado do Paraná, comunicou ontem à CVM que encerrou no dia 15 seu Programa de Demissão Voluntária (PDV). Segundo a empresa, 395 funcionários solicitaram e tiveram suas demissões efetivadas. A Copel afirma que o montante das indenizações do PDV totalizou R$ 43 milhões; a empresa espera reduzir o custo anual em R$ 93,7 milhões.

Lojas Renner (LREN3)

O Conselho de Administração das Lojas Renner informou ontem aos acionistas que aprovou o pagamento de R$ 61,3 milhões em dividendos, referentes ao exercício de 2019. Segundo o Conselho, o pagamento aos acionistas acontecerá em um prazo de 10 dias após a primeira Assembleia Geral Ordinária de 2020.

Braskem (BRKM5)

A petroquímica Braskem comunicou ontem ao mercado que pagará dividendos o lucro sobre o exercício de 2018 aos seus acionistas no dia 30 de dezembro. A Braskem informou que pagará uma soma total de R$ 667 milhões aos detentores de ações ordinárias e preferenciais, com papéis na B3 e na NYSE. No Brasil o pagamento será efetuado pela Itaú Corretora, enquanto nos Estados Unidos ficará a cargo do Bank of New York Mellon, depositário dos ADRs da empresa.

Restoque (LLIS3)

A Restoque, controladora da rede de lojas de vestuário Le Lis Blanc, informou na noite de ontem à CVM que aumentou o seu capital social em R$ 258 milhões, através de oferta pública de ações. No total, a empresa emitiu 17,2 milhões de ações ordinárias. Segundo a empresa, o objetivo da oferta foi melhorar a liquidez de caixa.

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